A pia pinga, o pinto pia
O cachorro late, o gato mia
Filhotes longe dos pais
Em casa de estranhos
E a nostalgia evoca a letargia
Depois de noites de gritaria
Por um amor de ironia
Que mais tarde se esquecerá, por ninharia.
domingo, 26 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Para um amigo
É tudo verdade
Para quem acha a verdade.
Como posso eu negar a existência?
Como posso eu negar a mim mesmo?
Covardes são aqueles que o fazem!
Encontram na loucura e na negação
A última porta aberta
A última brecha visível
Para uma fuga suicida...
Auto-alegação da fraqueza!
Para quem acha a verdade.
Como posso eu negar a existência?
Como posso eu negar a mim mesmo?
Covardes são aqueles que o fazem!
Encontram na loucura e na negação
A última porta aberta
A última brecha visível
Para uma fuga suicida...
Auto-alegação da fraqueza!
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Aula de Português
A repartição do verbo.
Radical
Prefixo ou sufixo.
A conjugação.
Eu parto
Tu partes
Ele parte.
Quem sabe?
Talvez eu parta
E tu não
E talvez ele,
Com os outros,
Reparta.
Radical
Prefixo ou sufixo.
A conjugação.
Eu parto
Tu partes
Ele parte.
Quem sabe?
Talvez eu parta
E tu não
E talvez ele,
Com os outros,
Reparta.
sábado, 11 de outubro de 2008
Ah, porra...
A pior parte dos meus dias
Está em cada manhã, ao acordar.
Porque não existe nada pior
Que saber que ainda tenho a tarde e a noite,
Antes de voltar a dormir.
Está em cada manhã, ao acordar.
Porque não existe nada pior
Que saber que ainda tenho a tarde e a noite,
Antes de voltar a dormir.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
2 horas antes da escola
Encontro na madrugada a força da criação
E percebo que a cor que tinge o mundo foi tirada das minhas veias
Ao som de gritos e explosões
Eu vi os aviões vomitarem bombas sobre as cidades
Foi como fogo no cupinzeiro
Eu vi seres humanos correndo como ratos
Eu vi sangue inocente ser derramado
A madrugada é amarga e triste
Por guardar as lágrimas dos fracos
Por guardar o rancor dos orgulhosos
A madrugada é calma e paciente
Aguarda a minha ascensão como estrela
Pois me viu descer como cometa
Deliciando-me com a música das galáxias
Com o ballet da Via-Láctea.
E percebo que a cor que tinge o mundo foi tirada das minhas veias
Ao som de gritos e explosões
Eu vi os aviões vomitarem bombas sobre as cidades
Foi como fogo no cupinzeiro
Eu vi seres humanos correndo como ratos
Eu vi sangue inocente ser derramado
A madrugada é amarga e triste
Por guardar as lágrimas dos fracos
Por guardar o rancor dos orgulhosos
A madrugada é calma e paciente
Aguarda a minha ascensão como estrela
Pois me viu descer como cometa
Deliciando-me com a música das galáxias
Com o ballet da Via-Láctea.
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