domingo, 30 de maio de 2010

autodestruição

uma confusa e dolorosa
batalha encerra-se
em minha alma
– num labirinto de espelhos,
mil faces confrontam-se
com seus reflexos,
reservando para si
um absoluto e infinito contendor:
destruírem a si próprias num sopro abrasante
- consumir a indelével pluralidade do ser
para, numa ilusão onírica,
conservar a ficção da unidade.

2 comentários:

Vanessa Carneiro disse...

não é fácil nos desfazermos de todas as nossas máscaras...

espetinho disse...

não é bem isso que o texto pretende dizer; na verdade, ele trata da pluralidade do ser, apesar da nossa ficção de unidade... somos mil dentro de um só... mais ou menos isso - para borges, o número mil pode ser comparado ao infinito - ou seja, somos um infinito e no entanto tentamos nos reduzir a um só.