quarta-feira, 28 de julho de 2010

No entanto te toco

Dissolves-te num mar que me abraça
em suas ondas e me enlaça no teu
corpo de sal. Enxugo a minha língua
no teu sopro e os teus lábios são
o alento para a minha agonia.

Pulsas com toda a terra
e toda a terra respira o teu furor.
Tens o corpo da noite e formas
o espectro do amanhecer
em teu sorriso.

Teu sangue se apaga com os rios
e o espelho de teus olhos reflete
o sonho em que se estende a vida.

Tens o doce sabor da imaginação...
E, no entanto, te toco, te beijo,
te amo.

Um comentário:

Vanessa Carneiro disse...

amei a última estrofe