<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174</id><updated>2012-02-11T08:50:39.358-08:00</updated><title type='text'>da fenomenologia à ontologia hermenêutica</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>139</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-559811283293122648</id><published>2012-01-23T13:23:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T13:26:13.982-08:00</updated><title type='text'>Revolver</title><content type='html'>Abro os olhos enterrados nervosos na areia da praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio dia. O sol arde sufoca e o lobisomem uiva na torre mais alta de um castelo de areia que o mar acaba de engolir. Estou só e por toda parte as flores de uma primavera que não veio dançam como borboletas cegas perdidas no balbucio de suas asas. Vampiros nadando no aquário do meu quarto banhando a lua que goteja cal na ponta da minha língua rígida estendida como uma ponte para a morte e lentamente a luz desenha no meu peito a sombra de mim mesmo quando eu já não teria sido, ou será que... Afunda a cabeça na lama, desdenha o teu corpo diamante olha só como brilha, olha, a carne brilha o fátuo brilho da impermanência, é fácil deixar-se enganar, toma esse livro em tuas mãos e folheia as tuas páginas de ócio, meus desejos dissolvidos nas algas que pouco a pouco enroscam nos teus dedos para não soltar nunca mais. Permita-me, senhor, levar o teu olho de rubi como recordação do pirata afogado na pia de sua própria casa entre baratas que escorriam pelo ralo seus corpos gentis e pedaços miúdos de ouro que em verdade eram o sol se pondo no horizonte em chamas, uma bela imagem para apreciar antes da morte, sem dúvidas o senhor foi condecorado com o louro do paraíso celeste, mas como o senhor me diz que o paraíso é pueril e indigesto, começo a achar que então ninguém tem mesmo sorte e estamos todos condenados a viver e reviver o nosso inferno cada dia da semana. Estamos tão confortáveis deitados numa cama de espinhos que eu te abraço como se os tempos fossem outros e eles ainda não tivessem chegado para marcar com sua presença nossos passos no asfalto pegajoso, porque eles vieram disseminar a minha a tua a nossa culpa e nos chicoteiam com olhos de anjos e carícias de amantes, rasgando a cueca velha na tentativa de... pintaram um retrato, imagina, um retrato enorme de mim mesmo e como castigo me fizeram mirá-lo fixamente e então eu já não sabia se eu era eu ou se era o retrato ou se nenhum dos dois, lancei mão de minhas correntes e tentei voar com asas de concreto mas caí e esfarelei meu rosto ali mesmo no chão da rua, eles mijaram no começo da ladeira e eu via lentamente o destino inevitável chocar-se contra o meu rosto. No entanto, foi nas feridas abertas e no sangue manchando o peito que descobri quem era e pude enfim me levantar contra os carecas de chapeuzinho, crianças diabólicas abanando suas cruzes e cantando de mãos juntas, tão bonitas, por que foi que nós fugimos de lá mesmo? faz tanto tempo... eu já nem me lembro... Mas é melhor ficar do jeito que está, vista-se que temos o mundo só para nós. Então eu beijo as costas da mão que tu estendes para mim, cravo os meus olhos nos teus e percebo que nem todos estão condenados ao inferno interminável, que talvez tu e eu sejamos os dois órfãos por quem olha o Pai complacente, sim, não sei eu, mas tu tens algo de angelical, algo que não se perdeu na queda e eu não quero que se perca jamais, o meu pedacinho de nuvem onde sonho tranquilo enquanto corremos descalços com saudade de casa... Por isso eu te peço olha por mim, meu bem, olha, que teus olhos derramam a sede da bondade do Pai por onde quer que cantem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-559811283293122648?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/559811283293122648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=559811283293122648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/559811283293122648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/559811283293122648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2012/01/revolver.html' title='Revolver'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-5471688296903627197</id><published>2011-11-22T03:47:00.001-08:00</published><updated>2011-11-22T03:47:32.476-08:00</updated><title type='text'>Talvez</title><content type='html'>Por vezes, estivera eu naquele quarto onde era impossível manter a camisa no corpo, porque o calor era excessivo e o suor inevitável. Sentado num banco de madeira, mantinha por horas as costas dolorosamente curvadas, com os cotovelos apoiados sobre a mesa em que repousava um livro aberto e uma luminária que ardia incessantemente, dia ou noite, liberando um cheiro acre e revelando a poeira que circundava de forma minuciosa todos os objetos presentes. Ali, entre estantes de livros devorados pelas traças, sempre solitário e escuso, na escuridão de uma sala que não via jamais o sol, degustei as horas de anos que passaram sem mostrar suas caras, já que meu tempo não era medido com relógios e calendários, mas com as necessidades de dormir e comer e ler. Também o ambiente, visivelmente descuidado, sujo e quente, não me incomodava. No fundo, acredito que jamais estivera realmente ali, mas imerso nos mundos de Kafka e Cortázar, Rosa, Borges e Grass. Só mais tarde conheci García Marques e a sua imensa batalha de vida contra a solidão – e a solidão, eu acreditava que a aceitava da forma mais natural possível, nem passiva nem instintivamente, apenas a aceitava como condição obrigatória do meu presente, e que melhor era aproveitá-la que combatê-la, pois meus recursos eu guardava para lutar outras guerras: as de Aureliano Buendía pelo seu próprio orgulho; as de Ché, que fumava um cigarro para fazer as pazes com a vida e deleitava-se imaginando Mozart, deitado na grama e banhado pela noite estrelada de sangue. E pensava, sempre antes de dormir, que teria desperdiçado meu tempo, enquanto meu irmão ganhava altura e peso e perdia cada vez mais rápido os traços infantis. E me arrependia de não tê-lo colocado ao meu lado para contar-lhe do que se tratavam tantas páginas com letras onde se escondiam vidas e passados e amores: eu, ensimesmado em um quarto escuro que do sol só sabia o calor, quase satisfeito em minha solidão quase deliberada, arrependendia-me por não aproveitar a infância do meu irmão, que se desgastava continuamente e polia o rosto e os cabelos com a maturidade dos anos. Ah, e quantas noites chorei com soluços abafados pelo travesseiro, afundando o rosto no pano molhado de lágrimas e pensando que, talvez, estivesse a perder o melhor que me ofereciam as vozes e o mundo, e que meus dias passados debruçado sobre livros eram dias de ficção, também passados debruçado sobre a matéria impalpável da irrealidade, e me iludia com a pretensão do esquizofrênico, e criava para mim escudos de vidro que se quebravam ao primeiro contato com mamãe, que se dissolviam no assovio de Rodrigo e nas gargalhadas de papai. E não estive satisfeito. Saí do quarto, deixei para sempre os livros que foram meus únicos companheiros de adolescência, e, no entanto, não me entreguei ao carinho que me guardavam meus pais e meu irmão, mas me distanciei ainda mais deles e do que eles podiam me dar, e viajei três mil quilômetros para ser o mesmo Rômulo que perdia o dia e se arrependia de tê-lo feito à noite, o mesmo que sentia a dor de todos juntos e a imaginava como um apelo à santidade, e que perdia a doçura de seu espírito na pornografia e em relações desnecessárias, supérfluas, em que se quebrantava de maneira irremediável o ardor da paixão e a capacidade para amar verdadeiramente. Eu não mudei nada, e ainda choro à noite por estar invariavelmente só; e torturo minha mente, espremendo-a entre o pragmatismo ao qual me obriga o mundo e a indolência e beleza de que necessita minha alma. Possuo CEP, RG, CPF – e, contudo, jamais soube realmente onde estou e quem sou. Talvez eu seja o paraíso e o inferno inescrutáveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-5471688296903627197?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/5471688296903627197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=5471688296903627197' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5471688296903627197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5471688296903627197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2011/11/talvez.html' title='Talvez'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-3385234766927327447</id><published>2011-10-28T11:05:00.001-07:00</published><updated>2011-10-28T11:05:47.150-07:00</updated><title type='text'>três parágrafos aparentemente desconexos</title><content type='html'>Em branco, de pé num movimento elástico de dança, secando os pés na beira de pura água de pura vida, tanto azul envolvendo-a e os cabelos gritando ao contato de estrelas – estou afogado na tua respiração, teus seios enrolados escondem atrás de si o prazer que tu me negas também com as pernas e braços fechados, indicando um caminho contrário ao teu, sugerindo um desvio de ti, do teu corpo que tanto me faz saudade, do teu carinho de mãe no meu cabelo perdido no tempo, nós dois perdidos no tempo e eu nos recordo com os olhos do espectador que não julga e não quer julgar: te quero hoje como sempre quis: muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo, meus óculos estão afundados em sal, meus olhos queimam e gemem pela luz inoportuna que invade o quarto, o caos instalou-se por aqui e minhas velas acabaram, deito no chão com o ouvido colado ao assoalho para tentar escutar a respiração do mundo, mas o que há são lojas no andar de baixo, e os barulhos que me sobem  e me  arrepiam de medo são só a declaração escatológica do capitalismo gordo e desenfreado, vozes que entoam cantos-slogans e corpos que são a propaganda do próprio decadentismo.&lt;br /&gt;O zelador do prédio certa vez me disse que é só um limpador de chão e por isso não iria falar com a garota do 106, pensei por um instante que ela também talvez ache isso e, à tentativa de qualquer espécie de contato, seria repelido com a crueldade da delicadeza que é pertinente ao trejeito de algumas mulheres que se põe acima delas próprias, assumindo uma postura pretensamente endeusada, pisando nossas costelas com seus saltos de quinze centímetros e nos fuzilando com olhares de fogo puro .&lt;br /&gt;Entristeci. O Paraíba é um cara bacana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-3385234766927327447?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/3385234766927327447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=3385234766927327447' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3385234766927327447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3385234766927327447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2011/10/tres-paragrafos-aparentemente.html' title='três parágrafos aparentemente desconexos'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-1004219303539796459</id><published>2011-10-11T21:18:00.000-07:00</published><updated>2011-10-11T21:19:31.982-07:00</updated><title type='text'>teus olhos uma lagoa de esperança</title><content type='html'>cinco besouros mortos espontaneamente e suco de laranja derramado no banheiro – nada é unânime – a realidade pode ser contestada – carrego cadáveres em pá de lixo atirando-os pela janela com uma breve prece de despedida, foi hoje que vi o sol nascer no teu sorriso, o sol apesar do frio o céu apesar do frio, apesar dos teus olhos cansados que só pude reconhecer na breve manhã e disse que eram lindos, lindos espelhavam algo mais alto mais além que a face do mundo escondida por trás de lentes de pó e saudade, a solidão e a serenidade daquele azul me retorceu as veias num claro estupor de puro êxtase eu queria estar ali, ali afogado em tua mente branca límpida como a tua mão que tentei aquecer na minha e depois foi só carinho e vontade de abraçar. a chuva aconchegante, nenhum vento, um telefonema e um reencontro inesperado às cinco da manhã, espalho palavras para enfeitar as paredes do meu quarto, o chão brilha enquanto rasgo minhas mãos tentando estar nele ser ele, eu também preciso de um pouco de brilho wowonderful why are you like this like this just like stars numa tarde febril do mês dez como cometas desabando aqui embaixo, sim, aqui sim embaixo da minha janela eu quase pude ver mas me escondi baixinho sussurrando pais nossos de olhos bem fechados, as unhas arranhando a pele dos joelhos balouçando num ritmo tão... engraçado... era dança coberta de lençóis de angústia lençóis brancos de angústia branca e memória perdida no tempo e no espaço como um grande baú de madeira com artefatos antigos, a última moda do verão passado, durmo ouvindo as cigarras morrerem, a chuva desabando sobre o teto do meu desespero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-1004219303539796459?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/1004219303539796459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=1004219303539796459' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1004219303539796459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1004219303539796459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2011/10/teus-olhos-uma-lagoa-de-esperanca.html' title='teus olhos uma lagoa de esperança'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-4468155606232554299</id><published>2011-09-13T23:11:00.000-07:00</published><updated>2011-09-13T23:17:37.129-07:00</updated><title type='text'>sleeping bees</title><content type='html'>olhos na colcha de cama e um dilema enorme com um cigarro entre os dedos e um café frio na mesa, o vício declarado e a insensatez contínua, a covardia, falta de força e eu digo que vou despedir-me, isso não significa nada, é a minha despedida e não é a primeira nem a última, farei isso cem vezes mais e não cansarei de dizer que acabou, que já não tenho mais motivos, nenhuma necessidade urgente e o café frio esfriando ainda mais, a xícara marcando ternamente minha mesa roubada de madeira velha, hakim bey mandando tchau da esquina com sua barba e o seu cachimbo marrom, olha na minha cara e diz de novo que não me quer, talvez esse seja o melhor remédio, outro tapa, um rasgo que deixe cicatriz, muito sangue pra saciar o meu desejo de escorrer sobre minha própria pele, derreter e me tornar parte de algo mais amplo que apenas esse corpo, o café esfria ainda mais e eu tomo um gole, 27 dias de contenção 27 olhos deitados comigo mexendo-se enquanto durmo, debato-me e luto contra insetos inexistentes pregados no meu corpo em chamas e os olhos dissolvendo-se pegajosos no meu corpo santuário jamais tocado, a lua na janela brilha e diz que pela manhã está tudo bem, pela manhã está tudo bem mas essa noite não dormirei e amanhã de olheiras fundas tatearei no escuro à procura de qualquer tato, língua no muro áspero e eu deixo minha carne por lá, onde estás tu que não te acho, onde a tua cabeça inclinada e os dedos deixados displicentemente sobre a minha boca, escorando-se em dentes antes de caírem pelo meu peito, onde as tuas unhas me marcando no espelho - amanhã eu vejo e é como se eu estivesse contigo outra vez, deitado sobre os olhos (dessa vez inertes) que tanto me atormentam – we walk through fire my love is your flashlight e cego tropeço em meus pés, beijo o chão de terra e levanto com a cara suja, a poesia é de quem precisa dela e quem precisa mais da poesia que o pobre poeta sujo de terra e afundado na lama, quem mais que o desmedido poeta, o horrendo poeta com suas palavras como foice contra o tempo, vertigem em sal ao meio dia torrando no asfalto, tu consegues ver bem como o calor nos deforma ferozmente, trêmulos misturados às faixas de sinalização e nenhum carro para acabar com essa angústia, nenhum anjo para nos carregar de vez ao inferno, asas prateadas cegando os olhos da alma, fogo celestial contra os pecadores inconsequentes, arrastando-se como vermes looking for an angry fix, a geração em branco, beatniks de barba feita e óculos escuros, malditos cheios de bondade e preguiça afundando na cama enquanto o mundo explode além dos limites de seus quartos, um brado terrorista e uma bandeira hasteada, hakim bey sorri lá embaixo, ginsberg envolto em fumaça quebra minha janela com uma pedra, eu estou furioso mas cansado demais para reagir, deixo que a chuva entre pelo ralo e mergulho meu rosto na terra preta com um fósforo aceso em mãos, meu fôlego apagado, meu calor misturando-se a tudo que não me pertence, sou o espelho do teu desespero, da tua desilusão e nem mais um sonho para adocicar meus dias, imaginação castrada, onde as tuas unhas onde os teus cabelos onde a tua a minha vida? eu dançando no teto do quarto como uma mariposa tamborilando meus ouvidos insones.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-4468155606232554299?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/4468155606232554299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=4468155606232554299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4468155606232554299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4468155606232554299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2011/09/sleeping-bees.html' title='sleeping bees'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-3217143767207171146</id><published>2011-08-20T20:14:00.001-07:00</published><updated>2011-08-20T20:14:19.017-07:00</updated><title type='text'>fluxo</title><content type='html'>Meu peito queima a insensatez meu orgulho queima a tua falta uma faca cravada no meu peito chamejando a saudade do teu toque desconhecido, da tua voz tão doce inimaginável escorrendo pelo meu ouvido desce até minha boca e as tuas palavras enfim se confundem às minhas te desejo com a tua própria língua e na tua garganta se forma o silêncio que nos abraçará exaustos de uma vez por todas e amém, uma pausa e uma respiração profunda, alívio inconsequente sobre lençóis rouquidão nos gritos do corpo, sangue de estrelas derretidas no teto com a luz apagada e da janela entra o sopro de um deus adormecido que nos carrega para longe de todo o veneno de agulhas escondidas debaixo do tapete felpudo. Alcanço os teus braços e te carrego tropeçando em cada galho de recordação despenco meu rosto na terra já suja de outro sangue e tu agarra a minha mão com uma ferocidade etérea, tu me obrigas a tua presença desmedida, deito a cabeça no teu peito e o sonho dita o ritmo pelo qual tu dança uma ciranda com os olhos cheios de flores ou de nuvens. Como uma lua que nasce violentamente acima e além de nossos céus, teu nome desenha em minha noite o carinho e o zelo da esperança, a utopia que guia os meus passos no asfalto derretido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-3217143767207171146?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/3217143767207171146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=3217143767207171146' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3217143767207171146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3217143767207171146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2011/08/fluxo.html' title='fluxo'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-2314089645792529615</id><published>2011-07-04T01:18:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T01:20:05.777-07:00</updated><title type='text'>um sonho recorrente, uma experiência - a mais</title><content type='html'>o asfalto frio comendo a pele dos meus pés – fogo no chão das três e meia – corri horas a fio descalço esqueci a camisa no sofá de casa eu não senti os seis graus que faziam naquela madrugada eu não senti a dor do sangue nos calos meus olhos não estavam ali. meus olhos não estavam ali vendo o resto da chuva sentindo o gosto da chuva o vento no rosto os cabelos molhados chicoteando meus olhos não estavam ali vendo os mendigos dormirem quase confortáveis quase como anjos expulsos do céu quase quase quase como eu corria sem saber por quê sem ter pra onde realmente ir mas eu corria e a paisagem era sempre o mesmo recorte de prédios empilhados uns por cima dos outros escondendo o céu que se erguia por detrás de tudo – uma edificação inconcebível. inconcebível eu estava encharcado não sei se por chuva não sei se por suor meus pulmões queimavam todos os cigarros fumados desde a infância e eu sabia, eu sabia que meu coração diria já chega e seu grito seria fulminante – uma bomba explodindo no meu peito – minhas pernas choravam por ajuda e eu não escutava meus ouvidos não estavam ali não estavam no barulho dos meus passos apressados do meu fôlego que já faltava não estavam no gemido em qualquer beco e nem nas sirenes que vez ou outra cantavam os meus ouvidos não estavam ali. os meus ouvidos não estavam ali me perdi porque nem os meus olhos nem os meus ouvidos estavam correndo comigo e quando tudo ficou escuro o que pude vislumbrar foi a porta da tua casa em minha frente, e eu suavemente, com a delicadeza da culpa, o silêncio natural da culpa, girei a maçaneta e entrei, pisando com sapatos sujos de lama o teu tapete preferido, fechei a porta atrás de mim e te ouvi, te vi chegando com uma toalha envolta nos cabelos, devia ter acabado de sair do banho, então foi fácil ignorar que eu era um espectro de toda a dor, apenas uma sombra do sofrimento e da agonia de outrora, foi fácil ignorar as manchas pretas no tapete, o sangue que se misturava ternamente com toda a frágil arquitetura do meu último desejo – uma mancha vermelha na vista turva – e foi fácil também deixar cair a toalha no chão úmido e enlaçar os braços no meu pescoço, foi tão fácil quanto receber os teus beijos que vinham como um alento infinito – eles ainda não terminaram – e então os teus olhos brilharam com a luz que entrava pela janela, teu quadril foi de repente uma naja em sua dança venenosa, mortal, e também foi fácil escutar o teu sussurro ao pé da minha orelha – já não sei qual -, foi mais que fácil – um prazer indizível – e foi uma canção o que naquela noite embalou o meu sono final. Eu sei onde meus olhos estavam nos teus, onde os meus ouvidos calaram a tua voz, onde perdeu-se o meu tato na tua pele, o cheiro de rosas que derramaram o seu vermelho nessa rua, agora. escuto as sirenes outra vez, cada vez mais perto, algumas vozes também não muito distantes, eu pareço não estar ali e, na verdade, não estou, o meu corpo estatelado no asfalto, a minha realidade é o chão fragoso, a dureza dos sentidos, sinto os flashes de uma câmera – estarei amanhã nos jornais, penso, uma pena. as imagens vão novamente se apagando, um manto enegrecido cobre o mundo lentamente – tu seguras a minha cabeça com as duas mãos e o teu sorriso se desenha bem perto da minha boca, nossos lábios se tocam, e o nosso abraço vai além do próprio fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-2314089645792529615?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/2314089645792529615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=2314089645792529615' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2314089645792529615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2314089645792529615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2011/07/um-sonho-recorrente-uma-experiencia.html' title='um sonho recorrente, uma experiência - a mais'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-2345808614079303573</id><published>2011-06-13T21:24:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T21:25:29.769-07:00</updated><title type='text'>não tanto</title><content type='html'>A tua pele suave, não te vejo mais, sinto o teu toque cortante, fogo inabalável crista de galo lutador, o olhar compenetrado no inimigo tu me olhas com olhos de sangue seco. Vem com a boca arreganhada cheia de dentes e derrama o teu ácido na minha língua, mordida no fruto proibido, estamos condenados a sermos eternos amantes infinitos amantes distantes. Considero-te num polo longínquo onde quase não alcançam os olhos do meu espírito mas tu estás lá, num pedestal erguido com soberana obediência, um castelo erigido em teu nome com o teu nome porque só o teu nome ressoa em minha prece. Penso, logo tu existes. Nenhuma existência minha é justificada sem a tua presença inevitável sem o teu cheiro de mar o teu sal o teu suor molhando as páginas do meu livro de mágoas, a minha coleção de desafetos de dissabores que tu fazes questão de... Acalma-te, minha impaciência é meu amor ensanguentado, o pulo da fera a mordida violenta no pescoço da virgem trêmula os meus dedos forjando o fogo no teu seio agarro os teus braços furioso e te sacudo para ver se acordas: melhor que eu, mas não que te ame e que possa te amar tanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-2345808614079303573?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/2345808614079303573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=2345808614079303573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2345808614079303573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2345808614079303573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2011/06/nao-tanto.html' title='não tanto'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-9188050000109406484</id><published>2011-06-05T20:20:00.001-07:00</published><updated>2011-06-05T20:20:14.751-07:00</updated><title type='text'>arte pela arte</title><content type='html'>Perdeu-se por um instante no lento afogar-se do cigarro no mar de cinzas que inundava o cinzeiro. Pensou que aquela fumaça que fugia, meio sufocada, seria o único sinal do seu último fôlego e da sua última morte. Beber a dor, no entanto, é retorná-la ao seu lugar de origem, pois somente no homem ela nasce e pode florescer... As palavras lhe pareceram dignas de vergonha, sim, vergonha por representarem uma fuga exaustivamente infausta e frustrada daquilo a que chamam realidade. Não necessitava de outro remédio, de uma cura que o libertasse de todos os males que o atingiam. Necessitava, contudo, de um tapa na cara, uma rasteira que o colocasse de volta ao chão, sem os seus sapatos emborrachados, outra vez ali, esfregando a bunda no cimento, vendo o seu sangue derramado, encharcando os restos da calça rasgada... Seria necessário colocar-se de joelhos e deixar que partissem uma ripa em sua cabeça, sentir o sangue escorrer pelo ouvido, pelo pescoço e sujando sua camisa branca, sua camisa branca lavada e passada, tão bela, tão incólume diante de tudo... Mas, não, era orgulhoso demais para deixar-se levar por um pensamento ridículo como aquele. Beber a dor blablablastoptalkinshit não abaixaria a cabeça, agarrou com firmeza a caneta e se pôs outra vez a escrever, mecanicamente, deixando de lado o que sentia e o que pensava, arte pela arte, meu velho, sem motivo ou conteúdo, arte. Satisfazia-se com esse pensamento e não tardou em se sentir cômodo e confortável àquela distância de si mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-9188050000109406484?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/9188050000109406484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=9188050000109406484' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/9188050000109406484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/9188050000109406484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2011/06/arte-pela-arte.html' title='arte pela arte'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-7560959967642106389</id><published>2011-05-28T03:02:00.000-07:00</published><updated>2011-05-28T03:05:02.352-07:00</updated><title type='text'>retalhos</title><content type='html'>anali anali! dança em mim o teu corpo envolto em uma espessa fumaça roxa e o teu rosto teus cabelos acariciando-me doce afago em minha pele delirante.. .  . .  ... o teu fogo aberto crepitando sob a sombra de meu peito meus braços trancados nos teus nas tuas costas na tua nuca teu suor escorrendo em mim como se fosse meu e é meu porque somos um anali, nessa noite nessas noites em todas as noites somos um. eu que te sonhei eu que te criei à luz de minha vontade mas a poesia anali a poesia está em ti e essa é tua, ninguém te tira e é ela que corre agora em minhas veias é tu quem corre em minhas veias e a tua respiração ofegante e o ar saindo por entre os teus lábios ligeiramente displicentemente abertos calados mudos agônicos. sem gravidade. estamos voando para dentro da nossa mente encarnada em lascívia poética em romantismo de amantes loucos e não negamos sê-lo e sobretudo eu o absurdo o inconcebível sonhador criador de mundos insatisfeito com a dureza da matéria com a clareza da realidade eu que transcendo sem transcender, apenas no meu olhar as coisas se transformam e o sentido de tudo está muito além da carcaça que se lhe encerra. que fazer quando a encenação e o cenário não bastam? dança, anali, derruba tudo e deixa que eu junte os cacos de todos os copos e pratos quebrados o resto do nosso jantar à luz do fogo de estrelas milenares nos mastigando nos fustigando com seus dentes incandescentes com suas torturas de pura beleza pura para nossos olhos muito acomodados em ares impuros e tudo o que é belo tudo o que é real nos soa estranho e quiçá impossível.  impossível, anali, tudo o que se projeta para frente todo o presente no futuro é claramente irreal ideal imaginário. é por isso que sento todos os dias com meus pés balouçando no vazio e minhas mãos caçoam as nuvens e o s anjos lá em cima eu estou perdido entre os teus seios o meu rosto imerso entre os teus dois seios e tudo isso é mentira porque a mentira é muito mais bela que a nossa vida. Inventemos, anali, a vida nossa e a dos outros inventemos nosso mundo de cores inconcebíveis e quadros de magritte e vamos vende-lo nas esquinas por um ou dois reais e depois abrimos franquias por todo o mundo e começamos a vender por todo o mundo para todo o mundo o nosso mundo inventado o nosso mundo de perfeita alucinação jamais plausível. anali, perdoa-me por ser excessivo perdoa-me por ser mais que intenso perdoa-me por ser o cometa que planeja te atingir ferozmente e deixando em ti uma cratera uma cicatriz uma lembrança eternamente cravada na pele do corpo na pele da alma: só em ti eu encontro desejo para tanto. para tanto. pa r ata n to. . ... ..   . .  .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-7560959967642106389?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/7560959967642106389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=7560959967642106389' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/7560959967642106389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/7560959967642106389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2011/05/retalhos.html' title='retalhos'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-6129564389410119108</id><published>2011-05-17T19:38:00.000-07:00</published><updated>2011-05-17T19:39:17.417-07:00</updated><title type='text'>olhos no teto</title><content type='html'>a lâmpada balançando no corredor é o sol da nossa noite. fecho a porta às minhas costas e vejo tua silhueta suavemente desenhada sob a escuridão amarelecida que aos poucos nos vai envolvendo, nos engolindo com sua cumplicidade pronunciada, o desejo nervoso, saltando dos olhos, correndo solto pelo quarto derrubando a mobília, até que se encontram as duas mãos fingidamente perdidas, dissimuladas, e as pálpebras se fechando calmamente, enquanto as bocas trêmulas, carne desejada, debilidade de movimentos, um furor explodindo continuamente nas veias, o peito guardando a ferocidade do grito revolucionário, da oposição à ordem, do socorro imediato, e na garganta forma-se o sopro incandescente, silêncio molhado de amantes, nossa morte no seio da madrugada, a lua calcinada, deitada no asfalto úmido, braços enlaçados no pescoço, mordidas extasiadas e a dor doce que nos toma de assalto, e finalmente o silêncio dissipado, um grito profundo com o calor de corpos em chamas, um sorriso sincero estampado no rosto, cansaço, suor, satisfação. entre os lençóis, nenhuma palavra, no entanto algo menos ilustrativo, sangue encharcando olhos sonolentos, as cinzas da noite assopradas pelo fim iminente, o fim iminente e os relógios despertadores despertando o dia, cansaço em olheiras fundas, a lembrança sobreviva, mastigada pela rotina e contudo sobreviva, e uma esperança íntima, regozijo, talvez sonhos açucarados no cochilo depois do almoço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-6129564389410119108?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/6129564389410119108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=6129564389410119108' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6129564389410119108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6129564389410119108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2011/05/olhos-no-teto.html' title='olhos no teto'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-5322892905992471507</id><published>2011-04-22T17:49:00.001-07:00</published><updated>2011-04-22T17:49:57.076-07:00</updated><title type='text'>nada mais</title><content type='html'>e como que houvessem percebido por detrás da lua as cordas que a sustentam e decifrado o tenebroso cenário no qual estamos inseridos, não, não é essa a palavra, imersos, afogados, sufocados, agônicos... deram um passo para dentro da noite e colheram o fruto insidioso guardado em seu seio: a realidade, vocês podem ver, não existe - e agora como calmamente a minha própria língua, mastigando pedaços ensanguentados de minha carne apodrecida. deixo que caiam as mãos e a cadeira de madeira velha em que estou sentado é agora o trono de um rei empobrecido, decaído em sua moralidade absurda e inconcebível, o derradeiro pranto derramado sem espectadores, soluços ditados no nada, um sorriso irônico em face à morte com a foice empunhada, de novo as mãos caídas, inanimadas, matéria antiga de insensatez a carne, o brilho é vil, dá à tua carne o devido valor do apodrecimento, da mortalidade, e sente que é por ela que sente, a carne e a bandeira sanguinolenta, abastada do vermelho sol da tua vida, da minha e da morte de todos nós, cárcere privado e portas fechadas, nenhum vislumbre nos é permitido, só me resta deitar no chão e estender o meu olhar ao enegrecido céu nu de suas estrelas, deleite reflexivo, a realidade não existe, de qualquer forma é o que temos, no sonho não há fuga senão ilusória, limpo então as lágrimas e a senhora encapuzada me dá as costas, destruo o meu sono e declaro falido o desejo, estou bem sentindo a terra úmida, o capim e as formigas, o hálito frio da madrugada - arquejo dentro do silêncio, sou finalmente aquilo que me pertence. nada mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-5322892905992471507?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/5322892905992471507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=5322892905992471507' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5322892905992471507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5322892905992471507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2011/04/nada-mais.html' title='nada mais'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-328720133761508325</id><published>2011-03-21T21:30:00.000-07:00</published><updated>2011-03-21T21:31:57.386-07:00</updated><title type='text'>a terceira batida no seio morno do pecado</title><content type='html'>à terceira batida na porta respondeu, olhando para ambos os lados ao abri-la, certificando-se de que ninguém haveria ali no corredor além dos dois. sozinhos, cúmplices no silêncio do assoalho sem passos - tocou suavemente a sua mão, com a ponta dos dedos, trazendo-o para mais junto de si, abraçando-o convidativamente, deixando esgueirar-se a cintura na sua, inclinando o busto para trás e olhando-o com um sorriso sacana no rosto: a cama e a noite são grandes demais para que eu as tenha sozinha – molhou-lhe os lábios com a língua cheia de saliva, estendendo um pouco o trajeto pela bochecha e até a orelha, conquistando-o com carícias cada vez mais incisivas, menos planejadas - os batimentos cardíacos acelerados, um suor estranho de mãos e corpos entrelaçados, o tremular da lua contra o espelho de olhos agônicos, a madrugada bruscamente cortada pelos gemidos abafados no travesseiro, os dentes cerrados, os cabelos no rosto, o doce da dor e o prazer, sobretudo o prazer que escorria de suas bocas, nuvem portentosa entre unhas cravadas na pele nervosa, sussurros secretos jamais descobertos, luta de amantes desarmados pelo próprio desejo – nenhuma resistência por parte dela, e no entanto é ele quem se entrega, exausto, ao sono no seio já morno do pecado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-328720133761508325?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/328720133761508325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=328720133761508325' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/328720133761508325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/328720133761508325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2011/03/terceira-batida-no-seio-morno-do-pecado.html' title='a terceira batida no seio morno do pecado'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-4623209419874594724</id><published>2011-02-23T23:00:00.001-08:00</published><updated>2011-02-23T23:00:36.152-08:00</updated><title type='text'>Sobre os sonhos</title><content type='html'>Estou afogado entre essas&lt;br /&gt;quatro paredes azuis&lt;br /&gt;que são a minha pequena&lt;br /&gt;porção do Céu&lt;br /&gt;e me sufocam até o último&lt;br /&gt;trêmulo suspiro da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os escombros de uma vida&lt;br /&gt;inteira amontoam-se sob um&lt;br /&gt;telhado de barro onde dorme&lt;br /&gt;o sol de um amanhecer intranquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não há nada a ser feito&lt;br /&gt;quanto a essas criaturas&lt;br /&gt;que debatem-se e explodem&lt;br /&gt;num rojão portentoso e lascivo,&lt;br /&gt;como mel escorrendo da boca&lt;br /&gt;entreaberta de uma virgem enlouquecida.&lt;br /&gt;E que, logrando a liberdade de nossos&lt;br /&gt;ares impuros, mergulham&lt;br /&gt;no mar de minha mente,&lt;br /&gt;e só então meu corpo deixa de ser&lt;br /&gt;apenas um punhado de carne&lt;br /&gt;embrulhado num frágil esqueleto&lt;br /&gt;de mortalidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-4623209419874594724?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/4623209419874594724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=4623209419874594724' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4623209419874594724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4623209419874594724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2011/02/sobre-os-sonhos.html' title='Sobre os sonhos'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-7401049358014426248</id><published>2011-01-31T18:20:00.001-08:00</published><updated>2011-01-31T18:20:57.140-08:00</updated><title type='text'>who's gonna save my soul now?</title><content type='html'>Eu costumava dizer que todos os dias são o mesmo dia, e que os meses e os anos são só parcelas atrasadas de um único instante, o único instante em que se situa o plano da nossa vida; e que talvez a metáfora não esteja muito além da realidade: a floresta está aqui, e há muitos nos olhando do penhasco que nos dizem o caminho certo a ser seguido, mas, nós, em nossa cegueira e em nosso orgulho, trilhamos pelos becos sem saída da vida, ou ainda pelas galerias que desembocam no nada... e, como uma forma de auto-compensação, acabamos por dizer que é melhor quebrar o nariz por andar com as próprias pernas que adormecer deitado no sofá da sala, esperando por algum evento inevitável que nos vá tirar dali, mas esperando, e deitados, imóveis... porém, depois de tudo e depois de tanto, é fácil admitir que teria sido mais fácil permanecer no sofá, levantar foi um erro, todos concordamos, e agora temos de administrar as conseqüências da melhor forma possível, afinal, não tem muito o que possa ser feito, a vida não é bem como nos filmes, as pessoas não são inocentes e eu definitivamente não sou diferente dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu costumava dizer que todos os dias são o mesmo dia e, quando percebo, estou acordado no meio da madrugada e há outra mulher em minha cama, não é a melhor hora, eu sei, mas sinto uma espécie de saudade completamente falsa, que aos poucos nos vai dominando e então é preciso corrompê-la com uma porção de realidade, as coisas nunca foram dessa forma, você nunca foi tão bonita, nunca fomos realmente felizes, mas, agora, agora é difícil me convencer disso, e eu continuo me perguntando: who’s gonna save my soul? Who’s gonna save my soul now?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-7401049358014426248?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/7401049358014426248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=7401049358014426248' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/7401049358014426248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/7401049358014426248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2011/01/whos-gonna-save-my-soul-now.html' title='who&apos;s gonna save my soul now?'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-7287713420540045735</id><published>2010-11-29T23:07:00.001-08:00</published><updated>2010-11-29T23:07:18.514-08:00</updated><title type='text'>Amanhã é outro dia</title><content type='html'>Enquanto a lua se deita lá fora e os vagabundos se perdem nos becos molhados de sangue, eu estou aqui, invariavelmente estou aqui, e sinto a solidão enorme de não estar em lugar algum me abater como o soco do nocaute ou o sono da morte - o carinho final no meu rosto já frio, meus olhos quase fechados e entre a neblina que se forma diante da minha retina o desenho de tuas bochechas contraídas num choro convulso, o doce de tua voz desesperada ao dizer acorda, acorda, e eu ali, aqui, já não sei bem, sei apenas que estou deitado e ignoro as tuas palavras, saldo a paz com um sorriso sincero e finalmente meus olhos estão cerrados. A tua cabeça repousa sobre a minha sem que eu consiga senti-la, e também não te sinto aqui, no peito, sabe?, parece, querida, que quem morreu não fui eu, mas tu, e com o meu sorriso atravesso incólume a chuva em que tuas lágrimas se tornaram, atravesso para sentir que sem ti estarei só, sempre só, porque um dia eu prometi: sempre teu. Mas, não enxergas, e agora o público saúda meu oponente, orgulhoso por sua vitória, enquanto eu desfaleço nesse chão, o gosto de sangue na boca, o suor queimando a pele e os gritos, os gritos que não param, não param nunca, perfurando os meus tímpanos, esmagando o meu corpo contra o solo como se cada grito fosse um golpe de marreta, primeiro a cabeça, o tronco, depois os braços e as pernas são prescindíveis. E em pensar que te saudei antes de entrar no ringue, beijei tua boca com a cumplicidade do inconfidente, agarrei teu pescoço com minhas duas mãos e beijei a tua boca, beijei a tua boca e, inocente, aceitei o teu sorriso e as tuas palavras que agora são lanças enterrando-se no meu peito, e tu, com os braços levantados, o sorriso estendido por sobre mim, que não me movo, a tua língua rasgando a minha pele, deixa o sangue escorrer, sente a tua vitória amarga se dissipar, o vermelho brilhando à luz no ringue, e os flashes, os microfones e todos te saúdam, todos te desejam, no ringue eu estou esquecido, tu em meio ao alvoroço e percebo que é exatamente isso o que mereces: a vitória, a horrenda vitória, a separação final, já não nos veremos mais, minha cara, pois o perdedor que reconhece a derrota está muito acima do campeão, do grande vencedor com os pés atolados na lama e as mãos amarradas pelo ego, pelo orgulho incandescente. O punho que tanto amei me abateu porque não fugi, aliás, corri ao teu encontro enquanto tu procuravas o melhor ângulo, a hora certa para infligir o golpe derradeiro, e eu não fugi, deixei que tua mão tocasse os meus lábios e no início era carinho o que fazias, ganhaste a minha confiança, no entanto, eu não sabia, nem imaginava, dormia abraçado com o meu inimigo, o traidor, virei as costas sem esperar a punhalada, ainda é difícil acreditar que é o meu sangue que suja a tua camisa branca, que é o vermelho do meu sangue que pinta as paredes do teu quarto, o meu sangue escorrendo da tua boca e tu como um vampiro, deliciando-se com o gosto do metal, e de novo eu estirado, nos braços de alguém, carregado como um saco de arroz, um bebê acima do peso, e tu me olhas, de longe, tu me olhas, a caça ainda não acabou, tu me olhas como o predador olha para a presa que foge, quase morta, mas foge, não será hoje, não, não será hoje que tu te sentirás saciada de mim, vou te deixar com sede e com fome, só eu tenho a água, só eu tenho a comida, e tu me olhas, esse olhar de ódio e negação, e a distancia se estendendo entre nós dois e não desvio do teu olhar, como algo infinitamente belo a minha vingança se desenha exatamente em receber todos os teus ataques sem revidar, a minha vingança, a dor que eu sinto com prazer, a dor dos teus dentes cravados na minha cabeça, o meu crânio perfurado pelo teu sorriso, e eu aqui, invariavelmente, eu aqui, e tu a não sei quantos mil quilômetros, não quero saber, mas, teu olhar ainda me segue, apesar de tudo e tanto, teu olhar me vislumbra como um objetivo, a linha de chegada, tu não estás satisfeita, vai voltar, e eu deixarei outra vez que te deites ao meu lado e dividas a noite comigo, porque é assim a minha vingança, no meio seio te aceitar e aceitar as conseqüências da tua companhia pérfida, e então a noite cai, estou quase recuperado, um sono restaurador se apossa de mim e amanhã é outro dia, amanhã é outro dia... Amanhã é outro dia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-7287713420540045735?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/7287713420540045735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=7287713420540045735' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/7287713420540045735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/7287713420540045735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/11/amanha-e-outro-dia.html' title='Amanhã é outro dia'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-4567618731179735837</id><published>2010-10-26T18:59:00.001-07:00</published><updated>2010-10-26T19:22:00.930-07:00</updated><title type='text'>um delírio de carne, de sangue e progressivamente de ossos</title><content type='html'>meu mais belo canto,&lt;br /&gt;gritado a plenos pulmões&lt;br /&gt;pelas ruas, nas madrugadas,&lt;br /&gt;acordando quem quer que fosse,&lt;br /&gt;um rosto desconhecido, uma&lt;br /&gt;caricatura qualquer, perdeu-se,&lt;br /&gt;perdeu-se, eu digo que perdeu-se,&lt;br /&gt;pois o deixei escapar, não de mim,&lt;br /&gt;isso negarei, pois está aqui, ainda,&lt;br /&gt;em meu peito, fazendo alvoroço,&lt;br /&gt;machucando, não, não de mim,&lt;br /&gt;mas de algo como uma corrente&lt;br /&gt;de seda que nos envolvia, um nó&lt;br /&gt;que não incomodava, uma pétala&lt;br /&gt;de rosa junto à pele suada...&lt;br /&gt;e agora que todo meu lirismo&lt;br /&gt;e toda minha poesia são&lt;br /&gt;PRESCINDÍVEIS&lt;br /&gt;declaro morto este a quem habito,&lt;br /&gt;um corpo atolado num montão&lt;br /&gt;de merda, de mentiras sórdidas&lt;br /&gt;envoltas por uma escassa camada&lt;br /&gt;de egoísmo, um véu de sombras&lt;br /&gt;cobrindo os meus verdadeiros olhos,&lt;br /&gt;declaro-o MORTO, sentença ir&lt;br /&gt;Re vo gá vel.&lt;br /&gt;não deixarei que a vida novamente&lt;br /&gt;corra, tropeçando, pela rua onde&lt;br /&gt;meu cadáver dorme intranqüilo, NÃO&lt;br /&gt;DEIXAREI que a vida se abata sobre&lt;br /&gt;mim como um pássaro sem asas numa&lt;br /&gt;queda vertiginosa e, no fundo, tão gostosa,&lt;br /&gt;tão gostosa com o vento a beijar-lhe o rosto&lt;br /&gt;com violência, como se fosse o primeiro&lt;br /&gt;e o último beijo de dois amantes eternamente&lt;br /&gt;distantes, despedindo-se sem o romantismo&lt;br /&gt;tão desejado, mas com o furor do sol ao meio-&lt;br /&gt;dia, a força do tapa que a vida me dá na cara&lt;br /&gt;antes de negar-se, antes de dizer que já não&lt;br /&gt;Me quer (não me chamará de baudelaire) que há&lt;br /&gt;muito tempo não me deseja com paixão...&lt;br /&gt;paixão extinta, canto fugidio, voz seca&lt;br /&gt;com a garganta arranhando, pernas bambas&lt;br /&gt;e o telefone que me convida sempre a ligar-te&lt;br /&gt;Li gar te como uma tarefa reconciliadora, pazes&lt;br /&gt;comigo mesmo e com a tua paz, tua felicidade&lt;br /&gt;destroçada pelo meu decadentismo, pelo meu&lt;br /&gt;mundo pérfido cheio de ruindade e de falta&lt;br /&gt;de coragem, tua paz, tua felicidade esfolada&lt;br /&gt;como um pau de moleque, sangrando, sangrando&lt;br /&gt;a minha vontade de estar só e só contigo, o ego&lt;br /&gt;Ísmo proveniente da paixão descontrolada, tão c ego&lt;br /&gt;cego de ti, te tanto queria e contudo já não podia ver&lt;br /&gt;que entre as tuas pernas minha mão não era bem vinda&lt;br /&gt;e que nos teus ouvidos o meu sopro era gélido e&lt;br /&gt;incômodo, um assomar-se repentino de forças já ex&lt;br /&gt;tintas, o ódio, o ódio, o ódio e mais algumas coisas&lt;br /&gt;que é melhor nem falar... Eu não trairia nem o meu&lt;br /&gt;mais amado inimigo, quanto mais a ti, a ti, justo a ti&lt;br /&gt;que dizes e maldizes que traí. Minha palavra é de novo&lt;br /&gt;a mentira que tu te concebes, é o tsunami engolindo&lt;br /&gt;a nós dois, nos jogando na parede e eu te jogando na parede&lt;br /&gt;e tu deitada na tua cama, sozinha ou com qualquer&lt;br /&gt;sorriso fulgurante de desejo e desejo tenho eu quando te&lt;br /&gt;jogo na parede do meu quarto, essa parede que não me&lt;br /&gt;protege de mi mesmo, essa parede que definitivamente&lt;br /&gt;sequer me protege do cara que trabalha no quarto ao lado,&lt;br /&gt;do barulho da televisão na sala ou da conversa exagerada&lt;br /&gt;das meninas na cozinha. quem foi traído fui eu, cansado,&lt;br /&gt;exausto dessa mesma mentira que me é sempre contada,&lt;br /&gt;desses mesmo sonhos inacabados, tão frustrados quanto&lt;br /&gt;os do malandro na esquina, sonhando em se dar bem e eu&lt;br /&gt;sonhando, sonhando, ironicamente sonhando, inutilmente&lt;br /&gt;sonhando o teu sonho, tu no meu sonho, assim como fazem&lt;br /&gt;os jardins com suas rosas no outono, traído, traído, traído&lt;br /&gt;por aquela que me prometeu o mundo e bilhões de estrelas&lt;br /&gt;que agora acordaram e estão caídas lá no mar da praia que&lt;br /&gt;ficou há três mil quilômetros daqui, três mil qui lô me tros&lt;br /&gt;do meu pé descascado como uma banana pelo frio, traído,&lt;br /&gt;e a palavra, sacana, aqui, se usando outra vez de mim, como&lt;br /&gt;se nada houvesse acontecido, como se estivesse tudo bem&lt;br /&gt;entre nós, SINCERIDA DE o caralho, pra quê? Tu me traís&lt;br /&gt;te, vagabundas, ordinárias no pior sentido que a palavra (outra&lt;br /&gt;vez o teu nome dito entre tantos outros, nojenta) pode ter.&lt;br /&gt;podes rir, escrota, e lambe os cabelos do meu saco depois&lt;br /&gt;para pelo menos me dar o mínimo de prazer depois de tanta dor...&lt;br /&gt;E SEM ALMA CORPO ÉS SUAVE SUAVE SU A AVE&lt;br /&gt;GALINHA, filha da puta e os meus xingamentos já estão&lt;br /&gt;se esgotando, o pior é que sempre é preciso recorrer a ti, sempre&lt;br /&gt;sempre, sempre recorrer a ti como um cão sarnento e faminto&lt;br /&gt;pedindo comida e talvez carinho, mostrar os dentes pra mim&lt;br /&gt;não é sinal de alegria, mostrar os dentes pra qualquer cachorro&lt;br /&gt;é uma afronta imensa, tão imensa quanto esse céu que me abarca&lt;br /&gt;e contudo não pode me abarcar porque não é tão grande e eu re&lt;br /&gt;conheço a presunção dessa oração, oração de todo dia, a presunção, o&lt;br /&gt;orgulho, livrai-me do mal, livrai-me de mim, por favor, senhor,&lt;br /&gt;livrai-me de mim que sou tão mal, livrai-me de mim que sou o suor&lt;br /&gt;de meu culhão pingando no chão entre o limo e meus pés sujos de lama...&lt;br /&gt;atolado até o pescoço, não, até o último fio de cabelo erguido, atolado&lt;br /&gt;na merda que eu mesmo cuspi, nesse vômito que se materializa num&lt;br /&gt;cárcere horrível, tremendamente horrível e podre, podre, imagine só:&lt;br /&gt;vomito em seu estado concreto, não comida, o vômito, aquele com pedaço&lt;br /&gt;S de feijão ou o arroz mal digeridos, vômito como uma grande caixa de vômito&lt;br /&gt;e eu no meio engolindo o desprazer de ter proferido tantas palavras, vadias&lt;br /&gt;escrotas, de novo pronuncio o teu nome maldito, está acabada a nossa relação,&lt;br /&gt;ou não, acho que não, é sempre preciso voltar e beijar-te os pés, lamber&lt;br /&gt;o teu dedão sujo de terra, como tu é feminina e eu heteros sexual, chupar&lt;br /&gt;a tua FENDA MOLHADA (buceta, entendeu?) e um sorriso enorme ameaçou me vir à cara,&lt;br /&gt;lembrei do filme de ontem e lembrei que ontem mesmo tu te usou das mesmas&lt;br /&gt;vadias que eu pra me esculachar feito um cão sarnento e faminto que te pede&lt;br /&gt;comida e talvez carinho, passa a mão na minha cabeça, vai, perdoa os meus&lt;br /&gt;erros que tanto me maltratam, eu não preciso de outra punição senão da minha,&lt;br /&gt;ai, que porra, do something with your pain, pardon, je ne peux pás parler avec toi,&lt;br /&gt;minha mãe não deixa que eu fale com estranhos, estraños e esse delírio&lt;br /&gt;infernal que não cessa, esse delírio que é a minha cabeça se enterrando no resto&lt;br /&gt;Do meu corpo, minha cabeça de mil toneladas como uma espada fincada na pedra,&lt;br /&gt;EXCALIBUR, ARTHUR, EXCALIBUR!, tira essa porra de mim, vai, meto porrada&lt;br /&gt;em qualquer um que me tirar a cabeça, esqueço que tu já me deixou sem ela e duvido,&lt;br /&gt;duvido se eu seria capaz de triscar-te um dedo que não fosse um dedinho carinhoso...&lt;br /&gt;deixa, deixa, tem um travesseiro esperando ansioso para que eu repouse este&lt;br /&gt;poço de coco, essa latrina que se move e que diz PENSAR, pensar, meu deus, meu&lt;br /&gt;amado deus, me diz pousque tu me destes um fardo tão penoso e indesejado, pensar,&lt;br /&gt;e olha que eu nem penso tanto, deliro, alucino diante de tudo e tudo pra mim tem O&lt;br /&gt;TEU NOME, amargo, amargo e incrivelmente doce, doce como rapadura, que saudade,&lt;br /&gt;nunca gostei de rapadura, mas, que saudade da minha terra que deixei os pés descalços,&lt;br /&gt;nordeste, meu amor, meu maranhão, me devolve de volta a tua vida, o teu calor e eu estou&lt;br /&gt;tão só entre esses lençóis para frio, edredom, que viadagem, estou aqui e sou mais um dos&lt;br /&gt;teus tentando a vida em sampa, tentando a vida e a vida pra mim tem o teu nome, tem o teu&lt;br /&gt;nome e o meu canto tem O TEU NOME e deveria ser tudo em maiúsculas, maiúsculas pra ti&lt;br /&gt;perceber, perceber mesmo, pra não correr o risco de passar batido e de tu nem ler esse texto&lt;br /&gt;horroroso que não tinha a mínima pretensão de ser o que é... ai, devo dormir? tira o teu&lt;br /&gt;sorriso do caminho, tira, vai, tira o teu sorriso do caminho, mas não vou passar com a minha dor, minha dor não passaria onde passa o camelo ou o alfinete, quero passar com a minha boca, com o meu beijo mais que doce, um salgado de suor de corpos e depois tu podes sorrir, não que eu precise deixar mas é bom que depois tu sorria e eu sorria também, os dois, depois de tudo, juntos, felizes, sorrindo, quase satisfeitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-4567618731179735837?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/4567618731179735837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=4567618731179735837' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4567618731179735837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4567618731179735837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/10/um-delirio-de-carne-de-sangue-e.html' title='um delírio de carne, de sangue e progressivamente de ossos'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-1910870220785516387</id><published>2010-10-23T02:41:00.001-07:00</published><updated>2010-10-23T02:41:45.694-07:00</updated><title type='text'>agradecido</title><content type='html'>madrugada. entre lençóis dorme&lt;br /&gt;o câncer de uma pictórica realidade&lt;br /&gt;que me abate com mãos enluvadas,&lt;br /&gt;polida e cordialmente. não me cabe&lt;br /&gt;fugir senão na vigília. pois que assim&lt;br /&gt;seja: que eu durma no seio da noite&lt;br /&gt;o seu sono estrelado, com os olhos&lt;br /&gt;guardando o fulgor de constelações&lt;br /&gt;infinitas, e que o meu choro seja&lt;br /&gt;o mais belo poema jamais escrito –&lt;br /&gt;em linhas imaginárias, desenhando-se&lt;br /&gt;com traços ébrios e desenvolvendo&lt;br /&gt;na sombra sua postura complacente:&lt;br /&gt;uma mão perdida entre os cabelos,&lt;br /&gt;distraindo-se em um ou outro afago&lt;br /&gt;ou suavemente descendo ao peito&lt;br /&gt;para estender-se como uma criança,&lt;br /&gt;doce, doce, doce...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já quase amanhece... um silêncio&lt;br /&gt;inquietante repousa sobre o ar num&lt;br /&gt;lento dissolver-se ante a cidade&lt;br /&gt;que desperta - no bolso, o alarido&lt;br /&gt;brutal de toda uma geração perdida&lt;br /&gt;em seus gritos decretando a mudez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;irmão, não te aborreças, mas o sono&lt;br /&gt;não me seduz. hoje me entregarei ao&lt;br /&gt;mundo como quem desdenha de sua&lt;br /&gt;própria liberdade; esquecerei que&lt;br /&gt;por trás do sorriso há o escárnio&lt;br /&gt;e o tapa na cara e aceitarei agradecido&lt;br /&gt;a saudade, a dor e outras coisas mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-1910870220785516387?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/1910870220785516387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=1910870220785516387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1910870220785516387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1910870220785516387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/10/agradecido.html' title='agradecido'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-576678658079578629</id><published>2010-10-17T11:13:00.001-07:00</published><updated>2010-10-17T11:14:54.225-07:00</updated><title type='text'>a labuta vulgar</title><content type='html'>quando na noite se abate&lt;br /&gt;o silêncio pérfido, entre&lt;br /&gt;sonos e mudagonias,&lt;br /&gt;jogo-me ao chão num&lt;br /&gt;desespero contido, e&lt;br /&gt;debato-me nesse ar&lt;br /&gt;que me engole e me&lt;br /&gt;aprisiona em sua cela&lt;br /&gt;translúcida: calabouço&lt;br /&gt;íntimo de deliberado&lt;br /&gt;afastamento diário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas, nascerá o dia...&lt;br /&gt;e com ele o sol e sua&lt;br /&gt;torrente incendiosa,&lt;br /&gt;prometendo queimar&lt;br /&gt;essa palha seca que&lt;br /&gt;ergue-se em sua labuta&lt;br /&gt;vulgar, construindo&lt;br /&gt;muralhas que, ao final,&lt;br /&gt;apenas me protegerão&lt;br /&gt;de mim mesmo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-576678658079578629?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/576678658079578629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=576678658079578629' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/576678658079578629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/576678658079578629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/10/labuta-vulgar.html' title='a labuta vulgar'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-1756039519296510112</id><published>2010-10-07T11:55:00.000-07:00</published><updated>2010-10-07T11:56:40.643-07:00</updated><title type='text'>Meu irmão</title><content type='html'>Ah, como tenho ciúme&lt;br /&gt;desse teu rosto cheio&lt;br /&gt;de sono, afogado nesse&lt;br /&gt;mar onde a noite nos joga...&lt;br /&gt;E em pensar que logo&lt;br /&gt;não te terei mais aos gritos,&lt;br /&gt;tropeços ou abraços...&lt;br /&gt;Sinto muito, meu irmão,&lt;br /&gt;não te terei mais, não&lt;br /&gt;como tu és hoje, com&lt;br /&gt;a inocência estampada&lt;br /&gt;no rosto, deixando luzirem-se&lt;br /&gt;risos em cada gesto,&lt;br /&gt;em cada palavra...&lt;br /&gt;Ah, meu irmão, a tua&lt;br /&gt;voz me fará falta em cada&lt;br /&gt;anoitecer em que eu não&lt;br /&gt;te descobrir presente,&lt;br /&gt;sentado ao meu lado,&lt;br /&gt;deixando escorrer no meu&lt;br /&gt;ombro essa felicidade que&lt;br /&gt;te é inata.&lt;br /&gt;Meu irmão, amor da minha&lt;br /&gt;vida, enquanto lágrimas &lt;br /&gt;encharcam meu rosto,&lt;br /&gt;debruço-me saudoso sobre&lt;br /&gt;este tempo que se vai,&lt;br /&gt;que se vai com um lento&lt;br /&gt;acenar de mãos e uma&lt;br /&gt;gratidão infinita...&lt;br /&gt;Ah, meu irmão, mas,&lt;br /&gt;no final, tudo se vai,&lt;br /&gt;e ficamos assim, desamparados&lt;br /&gt;diante de tanta saudade...&lt;br /&gt;Mas – guarda essas palavras&lt;br /&gt;contigo: quando tudo o mais&lt;br /&gt;se tiver ido, estará como&lt;br /&gt;sempre esteve por ti&lt;br /&gt;o meu amor: inabalável,&lt;br /&gt;inconcebível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-1756039519296510112?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/1756039519296510112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=1756039519296510112' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1756039519296510112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1756039519296510112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/10/meu-irmao.html' title='Meu irmão'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-1903969240423956380</id><published>2010-10-04T15:56:00.000-07:00</published><updated>2010-10-23T07:59:51.472-07:00</updated><title type='text'>homem</title><content type='html'>o tempo&lt;br /&gt;afia as suas&lt;br /&gt;navalhas –&lt;br /&gt;corta-me&lt;br /&gt;incessantemente –&lt;br /&gt;degola-me&lt;br /&gt;e se delicia&lt;br /&gt;com o sangue&lt;br /&gt;rubro&lt;br /&gt;que escorre&lt;br /&gt;do pescoço&lt;br /&gt;às ancas.&lt;br /&gt;o desespero&lt;br /&gt;sorri&lt;br /&gt;em minha face&lt;br /&gt;para o mundo.&lt;br /&gt;a infausta&lt;br /&gt;esperança&lt;br /&gt;cospe-me&lt;br /&gt;a cara.&lt;br /&gt;lenço na&lt;br /&gt;mão,&lt;br /&gt;limpo&lt;br /&gt;e continuo&lt;br /&gt;sujo.&lt;br /&gt;indecente,&lt;br /&gt;vil,&lt;br /&gt;homem.&lt;br /&gt;e não há&lt;br /&gt;remédio&lt;br /&gt;contra a&lt;br /&gt;minha&lt;br /&gt;natureza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-1903969240423956380?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/1903969240423956380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=1903969240423956380' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1903969240423956380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1903969240423956380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/10/homem.html' title='homem'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-9034138266185160670</id><published>2010-09-25T07:19:00.000-07:00</published><updated>2010-10-23T08:05:08.927-07:00</updated><title type='text'>o sol de minha saudade</title><content type='html'>meu dia é engolido por uma onda abrasante de sangue fervido.&lt;br /&gt;tremo pelo frio da solidão que me é imposta,&lt;br /&gt;nego o presente numa constante exaltação de minha memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;derramo sobre a realidade um líquido corrosivo&lt;br /&gt;e a vejo dissolver-se, vertendo de seu corpo a lembrança envenenada.&lt;br /&gt;esquivo-me de cada pedaço do teto de sombras que desaba sobre mim&lt;br /&gt;e o meu corpo, ainda assim dilacerado, é palco de delírios infames.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deixo que me abrace a onda do destino&lt;br /&gt;e, obstinado rumo à derrota, sinto o doce de um beijo&lt;br /&gt;percorrer-me outra vez os caminhos da pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caio de joelhos, humilho-me diante de um senhor inexistente.&lt;br /&gt;sou filho do tempo sem tempo, porque a minha hora é a eternidade&lt;br /&gt;de um único instante inconcebível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu sangue sujo foge de minhas veias e mais uma vez estou só&lt;br /&gt;diante desse muro de concreto que se ergue entre duas partes de meu corpo.&lt;br /&gt;com as mãos, acaricio sua textura áspera, enquanto meu rosto&lt;br /&gt;se delicia com a ranhura furiosa de seus espinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a areia de meus sonhos rasga a minha garganta com seu fervor incessante.&lt;br /&gt;engulo a fúria de um desejo chamejante e sou agora o fruto bastardo&lt;br /&gt;de uma árvore calcinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enlaça-me o fogo translúcido de uma luz invisível.&lt;br /&gt;e afogo-me nesse mar onde devo munir-me de vida&lt;br /&gt;para lutar contra a treva que deseja engolir-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;descanso sob a proteção de teus braços&lt;br /&gt;e suave é o derramamento de minhas lágrimas&lt;br /&gt;que caem e secam no chão torrado pelo sol de minha saudade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-9034138266185160670?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/9034138266185160670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=9034138266185160670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/9034138266185160670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/9034138266185160670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/09/o-sol-de-minha-saudade.html' title='o sol de minha saudade'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-5092884625420654552</id><published>2010-09-23T21:56:00.000-07:00</published><updated>2010-09-23T22:02:10.928-07:00</updated><title type='text'>contamina</title><content type='html'>corrói-se a carne do mundo:&lt;br /&gt;suas veias abertas expelem&lt;br /&gt;gases e entram em combustão&lt;br /&gt;e enfim tudo é uma única e nefasta&lt;br /&gt;mecânica irrefreável, um maquinário&lt;br /&gt;de cujas garras não se pode fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as palavras não mais abrigam&lt;br /&gt;meu desespero. somos moídos&lt;br /&gt;diariamente: mastigados e cuspidos&lt;br /&gt;na cara de nossos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meus olhos, quase podres&lt;br /&gt;pelo contato com o mundo,&lt;br /&gt;já não podem ver:&lt;br /&gt;sua razão é desdita&lt;br /&gt;verdade de sombras:&lt;br /&gt;jardim onde folhas mortas&lt;br /&gt;passeiam distraídas&lt;br /&gt;e o invisível são as flores,&lt;br /&gt;o perfume do doce,&lt;br /&gt;a ranhura da chuva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-5092884625420654552?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/5092884625420654552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=5092884625420654552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5092884625420654552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5092884625420654552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/09/contamina.html' title='contamina'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-2637341964259528101</id><published>2010-09-22T21:41:00.000-07:00</published><updated>2010-09-22T21:42:09.869-07:00</updated><title type='text'>Consumação</title><content type='html'>É com muito pesar que posto este texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou preso a essa realidade que me envolve como uma teia de aranha, onde cada fio me abraça silenciosamente, produzindo uma espécie de nostalgia por uma despedida já há muito anunciada. Penso se talvez não fossem o tiro na cabeça ou o salto da ponte as soluções mais eficazes contra o meu problema. Pondero e percebo que não há saída tão fácil, e que um ato impetuoso me causaria muito mais dor justamente por causar dor a toda essa fauna que me circunda. Estou preso, é preciso ser sincero e eliminar qualquer tipo de esperança enganosa. Contudo, percebo, sou eu quem não deseja se ver livre dessa rotina de sonhos de noites e amores idos. Sou eu. E mais uma vez é preciso ser sincero e eliminar qualquer tipo de esperança enganosa. É preciso aceitar que o destino armou sua arapuca e que à sorte escolheu seu alvo. Não há opção de resistência. Há somente uma vaga memória antecipada que se estende ao dia em que um telefonema me acordará desse pesadelo em que estou imerso, tão vivo e lúcido quanto nunca estive. E a voz no telefone dirá arrependida que errou, que me quer outra vez para sussurrar ao meu ouvido eu te amo. Porém - e é necessário que se faça essa intervenção -, a dita vaga memória antecipada não passa de, no fundo, uma cor que se desfaz no branco, um otimismo debruçado sobre o rosto do morto que dá o último suspiro, uma esperança perdida entre tantas desilusões e madrugadas cheias de choro convulso, de baba misturando-se a lágrimas, de soluços tímidos para não acordar ninguém. E, como se sabe, é preciso ser sincero e eliminar qualquer tipo de esperança enganosa. É, e é preciso que se faça o que é preciso. E eu te lembro, agora que já nem é tão importante, eu te lembro: todas as vezes que eu disse, com a voz travada, segurando o choro, tá tudo bem, bem, surpresa: não tava nada bem. E não tá. Não vai ficar. Pelo menos não tão cedo. Sou um gato, baby, mas eu já não quero brincar de desenrolar esse novelo e, no entanto, eu preciso, porque minha vida é o novelo se desenrolar e, se ele para, adeus, minha cara, adeus ao gato, adeus ao novelo, porque eu, gato, só existo para desenrolar o novelo, e o novelo só existe para desenrolar-se e me surpreender com seus nós dolorosos, com seus fiapos que ficam pelo chão e presos no meu pelo, com suas partes puídas por minhas próprias garrinhas – e, nessas partes, é necessário um zelo especial, pois, ao menor descuido, a lã se romperia, e daí às conseqüências finais não se distingue muita coisa. Mantive-me sempre fiel à tua companhia, sem hesitar, sempre vendo o teu rosto em todos os rostos. Desconfio que continuarei assim... Só desconfio, mas, em todo caso, quero que saibas que continuarei fiel à tua memória, e os meus braços te esperam, ansiosos, para caíres mais uma vez deleitosa sobre eles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-2637341964259528101?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/2637341964259528101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=2637341964259528101' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2637341964259528101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2637341964259528101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/09/consumacao.html' title='Consumação'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-3413509485314134019</id><published>2010-09-21T01:08:00.001-07:00</published><updated>2010-09-21T19:52:30.145-07:00</updated><title type='text'>A Esperança jazendo no concreto</title><content type='html'>Não me ocorre pensar em que circunstâncias foi parar ali, tão indefesa e solitária, declamando a sua morte em espasmos cada vez mais escassos, tingindo o concreto com seu verde vivo, estonteante. As formigas a cercavam, nervosas, ligeiras, e a esperança, quase quieta, quase acomodada em sua dor, tremendo vez ou outra, resistindo inutilmente e sem demonstrar muito interesse em resistir. No fundo já sabia: seu destino estava consumado: morreria, era parte de um organismo muito mais vivo que ela própria e que necessitava de sua morte e de muitas outras mortes para manter-se a salvo. Mas, que injustiça, pensamos. E pensamos com a dó de quem a vê morrer e esquecemos do boi que matamos diariamente com mãos de veludo, do frango que esgarçamos e de todo o resto do mundo que matamos para sobreviver ou simplesmente para satisfazer uma necessidade menos básica que a fome, talvez um hábito, talvez um fetiche. Imaginem as formigas diante do banquete, pensativas?, correm direto ao alimento e tiram dele tudo o que podem, mais tarde darão tudo o que podem a alguém que não tem, é certo, também um rosto ou um nome específico, nem uma imagem com a qual se possa tentar o reconhecimento. Não, mas, não. Não se dão dessa forma as coisas. Vamos, fabriquem açúcar, terminem logo esses algodões-doces e salvem a esperança que está lá, já quase perdida entre a massa negra que a engloba, que a diminui, cada vez mais, cada vez mais. E pensemos em nós, imaginem!, pensemos em nós nesse jogo onde estamos com a espada e o boi sem o escudo, ajoelhado na grama esperando talvez o último golpe, ou a última carícia. Talvez digam que é necessário. Talvez eu diga que é necessário. Não me importo. A verdade é que toda verdade nos é condicionada pela situação a qual estamos ligados. Em um instante a mais sórdida mentira se nos torna favorável e estamos dispostos a proferi-la em alto e bom tom, de peitos abertos, cabeça erguida. Assim as coisas seguem seu curso, indefinidamente injustas. Mas, que noção de justiça teremos? A justiça, dizemos, se faz à ocasião. Dêem o perdão ao dito criminoso, ele não é, em verdade, muito diferente de nós que seqüestramos e matamos nossos instintos e desejos primais. Não, deixem-no apodrecer numa cela de cadeia fedendo à merda, escura e úmida, onde os seus dias passarão pesados e dolorosos, esmagando-o contra a parede ensangüentada por seu passado funesto, obscuro e maculado por gestos impensados, impetuosos... Perguntem-se então com sinceridade: o que seria mais belo, inocente e puro que um ato divinamente humano? Seria então o criminoso um deus, disposto a pagar pelos nossos pecados, a sofrer pela nossa culpa, a agüentar em suas próprias costas o peso de nossa rotina avassaladora, sustentando-a com sua dor que em verdade nasce de nossa volúpia, de nossa devassidão quanto a necessidades inventadas pela propaganda... Ah, a propaganda... maldita publicidade!, convencendo as pessoas de que são dotadas de uma espécie de dissolução material: vocês, dizem, nasceram para consumir! Então consumam a si próprios, pois é isso que estamos fazendo. Consumimo-nos insistentemente, sem parar para um descanso, um café ou um lanche para espantar o cansaço. Consumimo-nos. E, ao final, seremos a esperança jogada no concreto frio, e seremos também as formigas, devorando-a sem que se possa apontar o menor indício de culpa, e seremos também o organismo que devorará a formiga, e seremos também algo muito menor e parte do próprio organismo que o destruirá impreterivelmente... Consumimo-nos e, ao final, como dizem ser e, no fundo, a verdade é que querem que seja, seremos homens...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-3413509485314134019?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/3413509485314134019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=3413509485314134019' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3413509485314134019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3413509485314134019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/09/esperanca-jazendo-no-concreto.html' title='A Esperança jazendo no concreto'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-7856930765771011735</id><published>2010-09-16T13:17:00.000-07:00</published><updated>2010-09-16T13:19:30.458-07:00</updated><title type='text'>Palavra</title><content type='html'>Qualquer modo de expressar-se,&lt;br /&gt;artisticamente ou não, é incapaz&lt;br /&gt;de suportar o delírio de minha &lt;br /&gt;estética. Uso a imaginação como&lt;br /&gt;único meio possível de um encontro&lt;br /&gt;pacífico entre o início de minha frase&lt;br /&gt;e o seu final – o alfabeto, pilar&lt;br /&gt;de todas as ciências, é prescindível.&lt;br /&gt;Toda publicação é instrumento de uso&lt;br /&gt;abusivo: corrompe a pureza da palavra&lt;br /&gt;em sua essência, sem forma ou significado&lt;br /&gt;predito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a palavra não nasce no papel,&lt;br /&gt;mas, antes, no corpo. Explode num&lt;br /&gt;estupor convulso e se esvai, foge&lt;br /&gt;pelos pés e se embrenha na selva,&lt;br /&gt;esconde-se atrás de um tronco e enfim&lt;br /&gt;acha um corpo qualquer e faz dele&lt;br /&gt;sua morada, enche-o com sua presença&lt;br /&gt;e o seu perfume de rosas, transforma-o&lt;br /&gt;em cores, em sonhos, em tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-7856930765771011735?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/7856930765771011735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=7856930765771011735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/7856930765771011735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/7856930765771011735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/09/palavra.html' title='Palavra'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-4061391137996453471</id><published>2010-09-14T22:41:00.000-07:00</published><updated>2010-09-14T22:42:06.362-07:00</updated><title type='text'>da tua partida</title><content type='html'>Todo um universo foi construído em tua função. Por ti, para ti: uma arquitetura projetada para que teu abraço durasse cem anos... o crepúsculo em frente ao mar, os guarás, cigarros, o teu beijo doce... de repente, o meu mais belo sonho se desfaz diante dos meus olhos - mãos que me sacodem com ferocidade animal, brutalidade excessiva, cada pedaço do meu mundo se esfacelando contra o meu rosto desfigurado, rasgado por unhas infantis, talvez por pequenas garras de tigre... estou na beira do abismo com os braços abertos, esperando o último sopro que me faça cair numa vertiginosa reconstrução de todo o universo despedaçado, da exaltação da memória, da vida projetada para trás. Debaixo do sol, com os olhos ardendo, recordo ainda as tardes em que passávamos no quarto, juntos, deixando que Distillers abafasse o som de nossos gritos... já não posso escutar Cazuza, sabe, meus olhos se enchem de lágrimas e é sempre bom manter o decoro, tentar não chamar a atenção, mas eles sempre se enchem de lágrimas quando me lembro daquelas noites no Reviver, no quarto com piso de madeira ou no das paredes brancas, deixando Cazuza falar e eu, sussurrando, quase para mim mesmo, minha flor, meu bebê... amor da minha vida... há um tempo atrás eu disse que não queria um amor com limite de velocidade e prazo de validade, tu me respondeste que também não. Alguns dirão que mentimos, nós diremos que não, e assim serão as coisas... agora, te pego em minhas mãos e os cacos daquele mundo construído por minhas palavras e por tua aceitação e começo a sua reconstrução: colo os pedaços e me jogo, me afogo nesse mar de lembranças, deixo que o passado me envolva e me entorpeça e que tu seja o meu Zahir... ai, que saudade... entre lágrimas e soluços, tudo o que posso dizer é eu te amo, depois, uma saudade infinita calará o meu canto e porá o silêncio sobre a mesa e, finalmente, este pássaro que se ergue em vôo nas madrugadas, cantando aos quatro ventos o quanto seu amor é grande, porá-se em silêncio e, num muro qualquer, deixará que se passem, calado, as pessoas, as nuvens, os dias cada vez mais cinzentos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-4061391137996453471?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/4061391137996453471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=4061391137996453471' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4061391137996453471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4061391137996453471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/09/da-tua-partida.html' title='da tua partida'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-4373624939378642306</id><published>2010-09-09T15:04:00.000-07:00</published><updated>2010-09-09T15:06:05.436-07:00</updated><title type='text'>Meu grito</title><content type='html'>Meu grito voa com o vento,&lt;br /&gt;perdendo-se na imensidão&lt;br /&gt;do silêncio, dissolvendo-se&lt;br /&gt;no espaço e no tempo - matéria&lt;br /&gt;barata de constituição inexata,&lt;br /&gt;absurda, inconcebível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Grito deixa um rasgo profundo&lt;br /&gt;no seio da noite: quando roncam&lt;br /&gt;os cadáveres, ele ecoa pelas&lt;br /&gt;planícies da alma e se desfaz&lt;br /&gt;em um milhão de lágrimas contidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, meu grito... queria eu gritar&lt;br /&gt;o grito dos loucos, das mulheres&lt;br /&gt;em pranto... mas, só me foi dado&lt;br /&gt;esse grito mudo, um choro seco&lt;br /&gt;e travado que não passa da garganta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso me contento com esse canto&lt;br /&gt;a que chamam poesia. E compreendo&lt;br /&gt;que meu grito foi gritado amanhã&lt;br /&gt;e hoje ele se esvai, preso em suas&lt;br /&gt;próprias correntes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o meu&lt;br /&gt;grito sujaria de sangue a cara do mundo,&lt;br /&gt;e o meu canto torna bela a minha dor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-4373624939378642306?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/4373624939378642306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=4373624939378642306' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4373624939378642306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4373624939378642306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/09/meu-grito.html' title='Meu grito'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-7556113624305137963</id><published>2010-09-03T15:06:00.000-07:00</published><updated>2010-09-03T15:07:06.352-07:00</updated><title type='text'>Memória</title><content type='html'>As lembranças se borram num quadro&lt;br /&gt;onde os dias engolem suas horas&lt;br /&gt;e andam pesadamente, dissolvendo-se,&lt;br /&gt;derramando sobre si mesmos essa acidez&lt;br /&gt;açucarada da qual são compostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da cama os observo, estirado, como&lt;br /&gt;um peixe jogado no concreto, agônico,&lt;br /&gt;insurgentemente resignado. Assisto&lt;br /&gt;com um desespero letárgico à dança&lt;br /&gt;em que gritam e sorriem os momentos&lt;br /&gt;aos quais me entreguei outrora e,&lt;br /&gt;no entanto, sou um mero espectador:&lt;br /&gt;tento tocá-los e estão cada vez mais&lt;br /&gt;distante, como se caminhassem&lt;br /&gt;os meus próprios passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, quando vêm ao meu encontro&lt;br /&gt;num doloroso abraço cheio de&lt;br /&gt;preguiça, eu sinto seu gosto,&lt;br /&gt;seu perfume, e por fim me entrego&lt;br /&gt;a essa vasta solidão que é a minha&lt;br /&gt;memória...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-7556113624305137963?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/7556113624305137963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=7556113624305137963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/7556113624305137963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/7556113624305137963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/09/memoria.html' title='Memória'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-2970507497321740954</id><published>2010-08-16T21:10:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T21:15:38.809-07:00</updated><title type='text'>quero que saibas</title><content type='html'>quero que saibas que de teu peito-rocha não desejo apenas a superfície, não me contento em ser marca ou inscrição... quero de ti o sulco mais íntimo, oculto em tua mais profunda reentrância. escavo o teu seio em busca do tesouro que me prometeste: a recôndita rosa, pura e virgem, jamais tocada, que guardas a ferro e fogo, suor e sangue. quero de ti não somente o amor, mas o amor absoluto, louco, que incendeia corpo e espírito, conforta, espera e não se cansa. quero de ti o que só tu podes me dar, porque se quero és tu quem quero, inteira, sem tirar nem por, tu, a personificação dos meus mais secretos e intensos desejos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-2970507497321740954?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/2970507497321740954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=2970507497321740954' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2970507497321740954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2970507497321740954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/08/quero-que-saibas.html' title='quero que saibas'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-9186424345994506596</id><published>2010-08-08T15:55:00.000-07:00</published><updated>2010-08-08T15:56:20.629-07:00</updated><title type='text'>Para a Poesia não há mais lugar neste mundo</title><content type='html'>João Victor me disse que faria sexo, ou melhor, amor, segundo suas palavras, com sua namorada pela primeira vez. Disse também que ficara a imaginar, na tão esperada noite, uma vagina de flores, talvez de ramagens selvagens, deflorada apenas por sua própria virgindade, desenhada por uma arranhadura de espinho; completou seu devaneio com um cenário onírico de velas e aroma de rosas e discursou algo acerca de dois corpos estendidos sobre uma cama onde, por uma hora ou um pouco menos, o amor se fez tão concreto que os dois corpos dissolveram-se mutuamente e, como num quadro surrealista, consumiram-se a si próprios numa espécie de estupor angelical.&lt;br /&gt;Algum tempo depois, encontrei João Victor, que me revelou alguns segredos descobertos naquela noite. Segundo ele, todo o concerto que compusera em seus sonhos não tocou, e sua amada, representando todas as mulheres, era de carne.  Isso, carne. Apenas carne. Falou-me que a vagina não era nada além de um buraco coberto por sucessivas camadas de carne e pele e que não servia, no sentido mais lírico e imaginativo, para nada que não fosse ornamento da arquitetura feminina.&lt;br /&gt;Hoje soube que João Victor faz das tripas coração para ver sua namorada todos os dias e fazer sexo – sim, foi essa a palavra que ele usou – pelo menos duas vezes a cada encontro. Soube também que estava feliz assim, que era melhor mesmo a vagina não ser de flores ou ramagens selvagens e que tivesse aquele cheiro característico que o acordava de sonos-sonhos pueris para explodir de prazer mais uma vez.&lt;br /&gt;João Victor, passando um pouco dos 16, descobriu na prática o que há anos venho supondo e mesmo hoje reluto em acreditar:&lt;br /&gt;     Para a Poesia não há mais lugar neste mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-9186424345994506596?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/9186424345994506596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=9186424345994506596' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/9186424345994506596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/9186424345994506596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/08/para-poesia-nao-ha-mais-lugar-neste.html' title='Para a Poesia não há mais lugar neste mundo'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-8196505210553545018</id><published>2010-07-28T02:15:00.000-07:00</published><updated>2010-07-28T02:18:21.663-07:00</updated><title type='text'>No entanto te toco</title><content type='html'>Dissolves-te num mar que me abraça&lt;br /&gt;em suas ondas e me enlaça no teu&lt;br /&gt;corpo de sal. Enxugo a minha língua&lt;br /&gt;no teu sopro e os teus lábios são&lt;br /&gt;o alento para a minha agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pulsas com toda a terra&lt;br /&gt;e toda a terra respira o teu furor.&lt;br /&gt;Tens o corpo da noite e formas&lt;br /&gt;o espectro do amanhecer&lt;br /&gt;em teu sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu sangue se apaga com os rios&lt;br /&gt;e o espelho de teus olhos reflete&lt;br /&gt;o sonho em que se estende a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tens o doce sabor da imaginação...&lt;br /&gt;E, no entanto, te toco, te beijo,&lt;br /&gt;te amo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-8196505210553545018?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/8196505210553545018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=8196505210553545018' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/8196505210553545018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/8196505210553545018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/07/no-entanto-te-toco.html' title='No entanto te toco'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-5244477860894154598</id><published>2010-07-25T14:38:00.001-07:00</published><updated>2010-07-25T18:42:21.244-07:00</updated><title type='text'>partida</title><content type='html'>Quando eu era criança,&lt;br /&gt;um desses amigos mais&lt;br /&gt;velhos, a quem chamamos&lt;br /&gt;de tio e temos por pai,&lt;br /&gt;me disse que as luzes&lt;br /&gt;pairando por sobre o mar,&lt;br /&gt;lá longe, eram estrelas&lt;br /&gt;que os anjos esqueceram,&lt;br /&gt;e que caíram do céu&lt;br /&gt;para alegrar os homens&lt;br /&gt;na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dias atrás,&lt;br /&gt;sem saber, o mesmo amigo&lt;br /&gt;me lembrou que não raro&lt;br /&gt;os homens retribuem o favor...&lt;br /&gt;e sobem ao céu para alegrar&lt;br /&gt;as estrelas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-5244477860894154598?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/5244477860894154598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=5244477860894154598' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5244477860894154598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5244477860894154598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/07/partida.html' title='partida'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-6257587726250265319</id><published>2010-07-08T13:59:00.000-07:00</published><updated>2010-07-08T14:01:52.014-07:00</updated><title type='text'>Conformação</title><content type='html'>Não me foi possível&lt;br /&gt;falar sobre o inverno&lt;br /&gt;ou o outono. Também&lt;br /&gt;o verão não me ofertou&lt;br /&gt;qualquer beleza que&lt;br /&gt;não fosse castigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nego-me a mentir&lt;br /&gt;e, além, mais belo é&lt;br /&gt;o homem que passa&lt;br /&gt;sonhando à altura da lua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e que despenca&lt;br /&gt;de seu andor como&lt;br /&gt;pássaro abatido para,&lt;br /&gt;no chão, construir&lt;br /&gt;uma casa, uma família,&lt;br /&gt;uma vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-6257587726250265319?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/6257587726250265319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=6257587726250265319' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6257587726250265319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6257587726250265319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/07/conformacao.html' title='Conformação'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-3639231401076484603</id><published>2010-06-17T00:29:00.000-07:00</published><updated>2010-06-17T00:41:27.365-07:00</updated><title type='text'>Divagação</title><content type='html'>Nesta cama manchada com o sangue&lt;br /&gt;de um holocausto particular,&lt;br /&gt;queimada pelas chamas&lt;br /&gt;que a intimidade de um casal&lt;br /&gt;revelou um incêndio me deito, &lt;br /&gt;e com a companhia única &lt;br /&gt;de minha presença&lt;br /&gt;deflagro a madrugada &lt;br /&gt;com um selvagem sentimento &lt;br /&gt;nostálgico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais cedo, no banheiro,&lt;br /&gt;o cheiro de um perfume&lt;br /&gt;me abateu com uma enxurrada&lt;br /&gt;de lembranças que saboreei&lt;br /&gt;com uma lágrima a molhar-me o rosto...&lt;br /&gt;“O passado é uma fotografia emoldurada:&lt;br /&gt;imortal em sua impassibilidade.” &lt;br /&gt;Pensei, enquanto o aço &lt;br /&gt;de uma lâmina noturna dilacerava &lt;br /&gt;a carne do meu peito &lt;br /&gt;com repetidas estocadas &lt;br /&gt;a cada momento que eu revisitava. &lt;br /&gt;Propus-me uma distração &lt;br /&gt;qualquer para me livrar &lt;br /&gt;da dor lancinante que me consumia.&lt;br /&gt;Não funcionou. Deitei-me então &lt;br /&gt;nesta cama, onde estou agora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, toda a organização &lt;br /&gt;temporal humana me pareceu &lt;br /&gt;uma fuga covarde e frustrada:&lt;br /&gt;os dias, os meses e os anos&lt;br /&gt;nos açoitam as costas&lt;br /&gt;enquanto corremos&lt;br /&gt;e nos retorcemos a cada golpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás dos ponteiros&lt;br /&gt;e dos números esconde-se&lt;br /&gt;uma nefasta mecânica&lt;br /&gt;indecifrável. O tempo é ubíquo,&lt;br /&gt;contudo, somente o conhecemos&lt;br /&gt;por uma ilusão mesquinha:&lt;br /&gt;cruel ironia – uma pequena&lt;br /&gt;cortesia de seus criadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, conforme caminha&lt;br /&gt;a vida de um homem, menos&lt;br /&gt;as datas e os relógios tem&lt;br /&gt;algum significado: os números&lt;br /&gt;embaralham-se e perdem-se&lt;br /&gt;numa névoa portentosa enquanto, &lt;br /&gt;fatigados de existir, ignoramos&lt;br /&gt;qualquer insinuação do presente&lt;br /&gt;e resumimos nossa existência&lt;br /&gt;a um conjunto de imagens &lt;br /&gt;e momentos perdidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscamos o passado para&lt;br /&gt;nele parecermos imortais...&lt;br /&gt;mas, “na eternidade não há tempo;&lt;br /&gt;a eternidade não é mais que um instante,&lt;br /&gt;cuja duração não vai além de um gracejo.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-3639231401076484603?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/3639231401076484603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=3639231401076484603' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3639231401076484603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3639231401076484603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/06/divagacao.html' title='Divagação'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-4628918100038698983</id><published>2010-06-09T02:43:00.000-07:00</published><updated>2010-06-09T02:47:22.523-07:00</updated><title type='text'>sempre teu</title><content type='html'>encontrei em ti a beleza do mundo,&lt;br /&gt;um descanso do grande martírio existencial.&lt;br /&gt;contigo, meu caminho é mais suave&lt;br /&gt;e meu fado é mais leve.&lt;br /&gt;foste, em um só tempo, o meu calvário&lt;br /&gt;e a minha redenção perante o divino.&lt;br /&gt;sinto escorrer por entre os meus dedos&lt;br /&gt;toda a dor e todo o rancor que fui capaz&lt;br /&gt;de suportar... Porque em tua presença&lt;br /&gt;minha vileza é liquidada, e sob o teu&lt;br /&gt;toque me elevo à estirpe dos anjos.&lt;br /&gt;e agora, enquanto escrevo este poema&lt;br /&gt;e dormes, te concebo com imaginação&lt;br /&gt;de amante, para que meu sono seja embalado&lt;br /&gt;pelas ondas de teu mar-amor.&lt;br /&gt;devolveste a poesia à minha vida&lt;br /&gt;e já não sou poeta senão teu poeta...&lt;br /&gt;teu poeta, teu, para sempre, sempre teu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-4628918100038698983?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/4628918100038698983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=4628918100038698983' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4628918100038698983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4628918100038698983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/06/sempre-teu.html' title='sempre teu'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-6301770462775881283</id><published>2010-05-30T20:57:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T20:59:59.058-07:00</updated><title type='text'>autodestruição</title><content type='html'>uma confusa e dolorosa&lt;br /&gt;batalha encerra-se&lt;br /&gt;em minha alma&lt;br /&gt;– num labirinto de espelhos,&lt;br /&gt;mil faces confrontam-se&lt;br /&gt;com seus reflexos,&lt;br /&gt;reservando para si&lt;br /&gt;um absoluto e infinito contendor:&lt;br /&gt;destruírem a si próprias num sopro abrasante&lt;br /&gt;- consumir a indelével pluralidade do ser&lt;br /&gt;para, numa ilusão onírica,&lt;br /&gt;conservar a ficção da unidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-6301770462775881283?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/6301770462775881283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=6301770462775881283' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6301770462775881283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6301770462775881283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/05/autodestruicao.html' title='autodestruição'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-240979452777501384</id><published>2010-05-05T16:11:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T16:16:45.091-07:00</updated><title type='text'>Distúrbio</title><content type='html'>Na minha boca queima o sol de um desejo ancestral. Em seu fervor se perde a inutilidade das palavras – a fala, subjugada, perece na imensidão do silêncio. Seu fogo dilacera diariamente a carne de minhas horas – no alto de sua brigada compulsória, constroi e desconstroi a monotonia de seus dias. Das labaredas alicerçadas na vertigem de uma mudez deliberada, um frio e sangrento inverno foi dissipado – sua neve chorou diante do obsessivo soluço chamejante – se desfez ante a coluna infernal que se erguia em meio ao seu contendor infinito. Na minha boca queima o sol de um desejo ancestral. E o seu fogo fende a barreira do real.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-240979452777501384?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/240979452777501384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=240979452777501384' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/240979452777501384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/240979452777501384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/05/disturbio.html' title='Distúrbio'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-424662905089380861</id><published>2010-04-19T21:08:00.001-07:00</published><updated>2010-04-19T21:08:40.202-07:00</updated><title type='text'>volta</title><content type='html'>neste ônibus&lt;br /&gt;- que me arranca&lt;br /&gt;com excessiva&lt;br /&gt;brutalidade&lt;br /&gt;a instintiva idéia&lt;br /&gt;de infinito e eterno&lt;br /&gt;que temos sobre&lt;br /&gt;nós mesmos,&lt;br /&gt;postando-me frente&lt;br /&gt;ao ser humano&lt;br /&gt;efêmero&lt;br /&gt;que vem e vai,&lt;br /&gt;que vem&lt;br /&gt;e sempre&lt;br /&gt;vai,&lt;br /&gt;na mais absoluta&lt;br /&gt;das certezas&lt;br /&gt;do homem -&lt;br /&gt;viajo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é mais uma&lt;br /&gt;noite tortuosa&lt;br /&gt;em que o mundo&lt;br /&gt;descansa sobre &lt;br /&gt;as pálpebras Sonolentas.&lt;br /&gt;outra vez embrenho&lt;br /&gt;por entre obscuros&lt;br /&gt;caminhos da selva&lt;br /&gt;de pedra. o medo&lt;br /&gt;e a incerteza&lt;br /&gt;se percebem num&lt;br /&gt;vislumbre&lt;br /&gt;e chegam a ser&lt;br /&gt;quase tão fortes&lt;br /&gt;quanto a saudade&lt;br /&gt;de casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-424662905089380861?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/424662905089380861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=424662905089380861' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/424662905089380861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/424662905089380861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/04/volta.html' title='volta'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-8662519466882369927</id><published>2010-03-25T07:34:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T07:36:42.476-07:00</updated><title type='text'>Se eu fosse Júlio ou Jorge</title><content type='html'>a paixão, segundo&lt;br /&gt;o meu entendimento,&lt;br /&gt;é a expressão máxima&lt;br /&gt;de um sentimento&lt;br /&gt;evanescente – &lt;br /&gt;como um perfume,&lt;br /&gt;é extremamente&lt;br /&gt;volátil: intensa,&lt;br /&gt;mas efêmera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que sinto por ti &lt;br /&gt;não é senão amor –&lt;br /&gt;a cristalização&lt;br /&gt;do ápice&lt;br /&gt;da paixão –&lt;br /&gt;uma montanha&lt;br /&gt;fincada na planície&lt;br /&gt;de meu ser: permanente,&lt;br /&gt;inabalável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e não há sequer&lt;br /&gt;um dia&lt;br /&gt;em que não me&lt;br /&gt;esforço para descobrir&lt;br /&gt;uma nova maneira&lt;br /&gt;de dizer&lt;br /&gt;eu te amo.&lt;br /&gt;e contudo não há&lt;br /&gt;outra forma de dizer&lt;br /&gt;eu te amo&lt;br /&gt;senão dizendo&lt;br /&gt;eu te amo...&lt;br /&gt;se eu fosse Júlio ou Jorge,&lt;br /&gt;talvez tivesse mais&lt;br /&gt;a te oferecer...&lt;br /&gt;mas, sou eu,&lt;br /&gt;e disso não posso&lt;br /&gt;fugir. E, sendo eu,&lt;br /&gt;tenho apenas duas coisas&lt;br /&gt;a te dar: um coração na mão&lt;br /&gt;e um eu te amo,&lt;br /&gt;dito num sopro,&lt;br /&gt;por entre lábios e ouvido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-8662519466882369927?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/8662519466882369927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=8662519466882369927' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/8662519466882369927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/8662519466882369927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/03/se-eu-fosse-julio-ou-jorge.html' title='Se eu fosse Júlio ou Jorge'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-3424779929064993922</id><published>2010-03-17T06:24:00.001-07:00</published><updated>2010-03-17T06:24:44.433-07:00</updated><title type='text'>Bernard 15/03/2010</title><content type='html'>numa conversa&lt;br /&gt;de esquina&lt;br /&gt;- um gole seco&lt;br /&gt;de tristeza&lt;br /&gt;não pronunciada –&lt;br /&gt;descobri o teu destino&lt;br /&gt;de dançarino etéreo&lt;br /&gt;e eterno.&lt;br /&gt;comunicaram a notícia&lt;br /&gt;com um choro&lt;br /&gt;contido&lt;br /&gt;e um nó a mais&lt;br /&gt;na garganta,&lt;br /&gt;e agora todos sabem&lt;br /&gt;que pairas&lt;br /&gt;por sobre as plumas&lt;br /&gt;da noite.&lt;br /&gt;tu te foste,&lt;br /&gt;irmão quase desconhecido,&lt;br /&gt;e deixaste para trás&lt;br /&gt;a sombra de tua presença&lt;br /&gt;nas esquinas&lt;br /&gt;e nas calçadas&lt;br /&gt;de nossa cidade.&lt;br /&gt;os fluídos de teu corpo&lt;br /&gt;se dissiparão&lt;br /&gt;e o mundo,&lt;br /&gt;que te concebeu,&lt;br /&gt;agora te acolhe&lt;br /&gt;em seu seio&lt;br /&gt;materno.&lt;br /&gt;no teu leito de nuvens,&lt;br /&gt;dormes um sono fugidio&lt;br /&gt;e, debaixo dessa superfície&lt;br /&gt;que se nos mantém&lt;br /&gt;impassível,&lt;br /&gt;só a tua lembrança&lt;br /&gt;nos é&lt;br /&gt;ofertada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-3424779929064993922?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/3424779929064993922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=3424779929064993922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3424779929064993922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3424779929064993922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/03/bernard-15032010.html' title='Bernard 15/03/2010'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-2575589663115687463</id><published>2010-02-20T02:05:00.000-08:00</published><updated>2010-02-20T02:06:22.734-08:00</updated><title type='text'>Não te vais de mim</title><content type='html'>Eu prefiro assim, quando cais, sem pára-quedas, com velocidade de cometa, de estrela cadente, em cima de mim. Vem, vem caindo, que eu te espero, aqui, parado, de braços abertos. Cai, cai e me derruba contigo, nesse chão entre lençóis, choros, gemidos. Em seguida, descansa a tua cabeça sobre o meu peito, os olhos cerrados, ouves bem?, presta atenção, sente o meu coração palpitando, acelerado, mas sem pressa. Sem pressa, porque o dia não pode passar não. Não, não pode, esse dia nós vamos levar conosco na memória, na pele, marcado, com ferocidade de cicatriz, suave, nostálgica. Aceito os teus caprichos: não respondo, não objeto. Contigo, transformo esse espaço azul vazio em noite onde estrelas dormem sobre nuvens distraídas; em plácido luar borbulhando em vagas marinhas; ou num pôr-do-sol paciente, que espera para assistir até o último beijo, emocionado, emocionado. Ai, não te vais, não te vais - vê comigo mais uma vez aquele bando de guarás, ainda com pele branca, esvoaçando, como que dançarinos flutuantes, bem aqui, ali, diante dos nossos olhos. Mas, se quiseres mesmo ir, me leva contigo, em teu colo, balançando, feito mãe com seu bebê que chora, acalmando, bem baixinho, eu te amo, eu te amo. Não deixa morrer a chama que pulula em nosso seio - não, não deixa, porque sem ela estaríamos frios demais para nos considerarmos ainda vivos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-2575589663115687463?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/2575589663115687463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=2575589663115687463' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2575589663115687463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2575589663115687463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/02/nao-te-vais-de-mim.html' title='Não te vais de mim'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-2367646391697110616</id><published>2010-02-15T21:47:00.000-08:00</published><updated>2010-02-15T21:50:44.856-08:00</updated><title type='text'>a noite do asfalto</title><content type='html'>erro por um bairro&lt;br /&gt;onde todas as esquinas&lt;br /&gt;são uma só&lt;br /&gt;e as estrelas da noite&lt;br /&gt;caíram do céu&lt;br /&gt;para enfeitar&lt;br /&gt;o asfalto.&lt;br /&gt;sangrando por ruas&lt;br /&gt;infinitas, perco-me&lt;br /&gt;na ilusão dos suicidas&lt;br /&gt;e, num gozo paciente,&lt;br /&gt;reconheço&lt;br /&gt;cada dissabor&lt;br /&gt;cotidiano.&lt;br /&gt;sou um corpo de barro&lt;br /&gt;nu,&lt;br /&gt;vazio&lt;br /&gt;em seu interior.&lt;br /&gt;a chuva&lt;br /&gt;me dissolve&lt;br /&gt;e eu me misturo &lt;br /&gt;às estrelas&lt;br /&gt;do enegrecido céu&lt;br /&gt;da noite&lt;br /&gt;do asfalto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-2367646391697110616?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/2367646391697110616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=2367646391697110616' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2367646391697110616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2367646391697110616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/02/noite-do-asfalto.html' title='a noite do asfalto'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-3389997304240789079</id><published>2010-02-04T19:41:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T19:42:01.688-08:00</updated><title type='text'>O tempo está em nossas mãos - um prelúdio roalista</title><content type='html'>Acordou assim, pulo só, de repente. Suor estranho na testa, frio, incômodo, misto de desespero e surpresa. No criado-mudo, um livro que folheara, restos de maçã que sequer terminara de comer. As pernas, bambas, as mãos trêmulas. Vê-se de jeito diferente, tudo desatinando ao menor movimentar, girando que nem ciranda, fica-se de tanto aturdido, tonto. Levanta e vai ao quarto de mamãe, vai nesse cambaleio meio irresponsável, inebriado. Sento lá onde mamãe e à sua pergunta respondo somente pode não? Beijo-lhe a testa, faço cafuné e volto ao quarto. Que sede. Água no filtro de argila, toma um gole antes que acabe a água do mundo! Essa água tem gosto, pensa, muito boa... Pós, põe copo de suco de caju, geladinho, ajuda a despertar. A tremedeira vai passando aos poucos... Sentado na cama, no quarto, observa à luz da luminária tudinho, mesa, cadeira, meus livros e minha sujeira. A tremedeira vai passando, aos poucos. Calma, vai acalmando, deixando escorregar os sonhos, leve, pela ponta dos dedos. Vou acalmando, vai dormir? Vou dormir não... Fica mais um pouco, acabei de acordar, quero voltar pra cama agora não... Só volto se for contigo, vai não, volta aqui, vou não, decide. Cheguei lá, cigarro apagado no cinzeiro, café preto frio e muito muito vento. Alvoroça os cabelos, olhar distante, cruza os braços confortável, imóvel. Deixa de ser besta, deixa... só deixa, eu deixo. Deixa não? Deixo sim. Dorme lá que os anjos estão tocando suas trombetas, o céu já fecha as suas portas, corre que o trem já vai sair. Corre não, fica. Fica, não vai. Grava o concerto angelical e põe pra tocar quando for pra ir nós, juntos. Gravador em mãos, record, mais tarde play, replay... acalma, o tempo está em nossas mãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-3389997304240789079?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/3389997304240789079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=3389997304240789079' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3389997304240789079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3389997304240789079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/02/o-tempo-esta-em-nossas-maos-um-preludio.html' title='O tempo está em nossas mãos - um prelúdio roalista'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-6964481328766064853</id><published>2010-01-31T20:30:00.000-08:00</published><updated>2010-01-31T20:31:38.343-08:00</updated><title type='text'>a vocês, a mim</title><content type='html'>por toda minha vida&lt;br /&gt;fui obreiro de erros&lt;br /&gt;irreparáveis – assassinei&lt;br /&gt;Ilamilde, Bebel, Lídia,&lt;br /&gt;Zózimo, José e tantos&lt;br /&gt;outros... Sem perceber,&lt;br /&gt;assassinei a mim.&lt;br /&gt;agora, deixo a vocês&lt;br /&gt;o justo ódio repleto&lt;br /&gt;de lágrimas e de sangue;&lt;br /&gt;deixo a vocês a justa vingança,&lt;br /&gt;o justo sabor do meu egoísmo desenfreado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rezem por mim um último&lt;br /&gt;Pai nosso e deixem que&lt;br /&gt;as pétalas de minha rosa&lt;br /&gt;descansem sobre o meu peito...&lt;br /&gt;mas, não alimentem&lt;br /&gt;qualquer esperança,&lt;br /&gt;minha alma não possui salvação...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-6964481328766064853?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/6964481328766064853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=6964481328766064853' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6964481328766064853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6964481328766064853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/01/voces-mim.html' title='a vocês, a mim'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-8212919518108161004</id><published>2010-01-29T20:55:00.000-08:00</published><updated>2010-01-29T20:57:03.422-08:00</updated><title type='text'>poema sem fim</title><content type='html'>os olhares perdiam-se no mar –&lt;br /&gt;como um tapete, fluía&lt;br /&gt;e se estendia até que, com&lt;br /&gt;o céu, fosse um só.&lt;br /&gt;a noite era longa&lt;br /&gt;e chovia.&lt;br /&gt;um vento forte soprava&lt;br /&gt;contra nossos rostos,&lt;br /&gt;os lábios tremiam&lt;br /&gt;com o frio.&lt;br /&gt;na rua, o asfalto esburacado&lt;br /&gt;abrigava a água da chuva&lt;br /&gt;em diversas poças, onde&lt;br /&gt;a vida se passava em pedaços&lt;br /&gt;de filme. Nós as pisávamos e,&lt;br /&gt;espalhando a água,&lt;br /&gt;trabalhávamos para que&lt;br /&gt;fossem uma vez mais&lt;br /&gt;esquecidas aquelas lembranças.&lt;br /&gt;quando a chuva cessou&lt;br /&gt;e o céu se despiu de suas&lt;br /&gt;nuvens, resplandeceu a lua.&lt;br /&gt;enxerguei-a no teu olhar,&lt;br /&gt;que brilhava como a luz&lt;br /&gt;daquele luar.&lt;br /&gt;esqueci de dizer como&lt;br /&gt;ficaste linda, com os cabelos&lt;br /&gt;molhados caídos sobre os olhos...&lt;br /&gt;contudo, não esqueci de te abraçar,&lt;br /&gt;porque sentias frio. Nem esqueci&lt;br /&gt;de te beijar, porque tua boca desejava&lt;br /&gt;a minha. E também não esqueci&lt;br /&gt;de te amar, porque te amo&lt;br /&gt;em cada segundo, porque te amo,&lt;br /&gt;porque te amo... no mais, não esqueci&lt;br /&gt;e não esquecerei de te amar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-8212919518108161004?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/8212919518108161004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=8212919518108161004' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/8212919518108161004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/8212919518108161004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/01/poema-sem-fim.html' title='poema sem fim'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-6901501939151939306</id><published>2010-01-25T05:32:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T05:35:12.793-08:00</updated><title type='text'>o último vaticínio</title><content type='html'>a ampulheta quebrou&lt;br /&gt;e suas areias escorrem,&lt;br /&gt;suaves em seu derramamento.&lt;br /&gt;o Tempo passa com pés ligeiros&lt;br /&gt;e nos pisa, nos esmaga, &lt;br /&gt;e nós, homicidas de nossas verdades,&lt;br /&gt;inquisidores de nossa fugacidade,&lt;br /&gt;curvamos a cabeça,&lt;br /&gt;e esperamos pacientemente&lt;br /&gt;por uma absolvição&lt;br /&gt;que jamais virá.&lt;br /&gt;nunca fomos livres&lt;br /&gt;e, não obstante, nunca nos sujeitamos&lt;br /&gt;às ordens ditadas.&lt;br /&gt;a Natureza criou suas leis&lt;br /&gt;sabendo que iríamos ignorá-las.&lt;br /&gt;toda a vida da humanidade&lt;br /&gt;é baseada em ilusões,&lt;br /&gt;em tentativas frustradas&lt;br /&gt;de mascarar sua pequenez&lt;br /&gt;com o orgulho de um fátuo&lt;br /&gt;poder que nós mesmos&lt;br /&gt;nos concebemos e, no imo,&lt;br /&gt;sabemos não ter.&lt;br /&gt;acabaremos, por fim,&lt;br /&gt;e toda nossa arquitetura do vazio&lt;br /&gt;se dissolverá em doces rosas&lt;br /&gt;que sequer lembrarão nossa existência ínfima.&lt;br /&gt;o único legado deixado será&lt;br /&gt;não ter deixado legado algum.&lt;br /&gt;a memória do mundo&lt;br /&gt;é perspicaz em vingança&lt;br /&gt;e esquecimento.&lt;br /&gt;acabaremos, enfim... acabaremos.&lt;br /&gt;e toda nossa arquitetura de vazio&lt;br /&gt;se dissolverá em doces rosas&lt;br /&gt;que sequer lembrarão nossa existência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-6901501939151939306?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/6901501939151939306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=6901501939151939306' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6901501939151939306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6901501939151939306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/01/o-ultimo-vaticinio.html' title='o último vaticínio'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-1387991242996861893</id><published>2010-01-21T03:54:00.001-08:00</published><updated>2010-01-21T05:05:20.337-08:00</updated><title type='text'>Asas Brancas</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Ela acreditava em anjos e, porque acreditava, eles existiam."&lt;br /&gt;Clarice Lispector&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Para Diêgo Aurélio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o céu era aquela&lt;br /&gt;mistura de tons&lt;br /&gt;de cinza.&lt;br /&gt;a estrada&lt;br /&gt;se fazia ver&lt;br /&gt;ao longe,&lt;br /&gt;dissolvendo-se&lt;br /&gt;com o horizonte&lt;br /&gt;de tal forma&lt;br /&gt;que não se podia&lt;br /&gt;distinguir&lt;br /&gt;um do outro.&lt;br /&gt;as pradarias, merencórias&lt;br /&gt;ante a última luz do sol,&lt;br /&gt;anunciavam&lt;br /&gt;o entardecer que já vinha&lt;br /&gt;e também já ia,&lt;br /&gt;como tudo o mais&lt;br /&gt;nesse mundo.&lt;br /&gt;e ali, naquele cenário&lt;br /&gt;que meus olhos encheu&lt;br /&gt;com uma&lt;br /&gt;melancolia saudosa,&lt;br /&gt;um anjo:&lt;br /&gt;a pele pálida&lt;br /&gt;envolta em&lt;br /&gt;trajes negros,&lt;br /&gt;suas asas abriam-se&lt;br /&gt;num esplendor espectral&lt;br /&gt;e sua imagem tremia&lt;br /&gt;como naqueles&lt;br /&gt;velhos filmes&lt;br /&gt;americanos -&lt;br /&gt;de braços abertos,&lt;br /&gt;ofereceu-se&lt;br /&gt;a caminhar ao meu&lt;br /&gt;lado&lt;br /&gt;por aquela estrada...&lt;br /&gt;talvez para o início,&lt;br /&gt;talvez para o fim,&lt;br /&gt;talvez sem destino ou,&lt;br /&gt;quem sabe, para o céu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-1387991242996861893?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/1387991242996861893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=1387991242996861893' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1387991242996861893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1387991242996861893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/01/asas-brancas.html' title='Asas Brancas'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-5595689501039614023</id><published>2010-01-17T00:00:00.001-08:00</published><updated>2010-01-17T00:13:18.980-08:00</updated><title type='text'>Sonho</title><content type='html'>imerso&lt;br /&gt;em mil&lt;br /&gt;e um&lt;br /&gt;mares&lt;br /&gt;perdido&lt;br /&gt;em mil&lt;br /&gt;e um&lt;br /&gt;bares&lt;br /&gt;provando&lt;br /&gt;a dor&lt;br /&gt;em mil&lt;br /&gt;copos&lt;br /&gt;causando&lt;br /&gt;dor&lt;br /&gt;em mil&lt;br /&gt;corpos&lt;br /&gt;- a vida&lt;br /&gt;que corre&lt;br /&gt;no sangue&lt;br /&gt;que escorre&lt;br /&gt;ao som&lt;br /&gt;de gritos&lt;br /&gt;de ninfetas&lt;br /&gt;ao som&lt;br /&gt;de tiros&lt;br /&gt;de escopetas&lt;br /&gt;ao som&lt;br /&gt;do toque&lt;br /&gt;de trombetas...&lt;br /&gt;e o céu&lt;br /&gt;abre&lt;br /&gt;seus portões&lt;br /&gt;- anjos&lt;br /&gt;cantam &lt;br /&gt;doces&lt;br /&gt;bordões –&lt;br /&gt;mas jamais&lt;br /&gt;serão&lt;br /&gt;para mim&lt;br /&gt;a ilusão&lt;br /&gt;tem logo&lt;br /&gt;seu fim&lt;br /&gt;e se abrem&lt;br /&gt;portões&lt;br /&gt;gradeados&lt;br /&gt;que por&lt;br /&gt;fogo&lt;br /&gt;são&lt;br /&gt;rodeados&lt;br /&gt;mas recuso&lt;br /&gt;seguir&lt;br /&gt;o caminho&lt;br /&gt;decido&lt;br /&gt;e erro&lt;br /&gt;e morro&lt;br /&gt;sozinho...&lt;br /&gt;as imagens&lt;br /&gt;desfeitas&lt;br /&gt;na mente&lt;br /&gt;foram&lt;br /&gt;feitas&lt;br /&gt;no sub-&lt;br /&gt;consciente&lt;br /&gt;e acordo&lt;br /&gt;deitado&lt;br /&gt;parado&lt;br /&gt;calado.&lt;br /&gt;concluo&lt;br /&gt;que fora&lt;br /&gt;um sonho&lt;br /&gt;e agora&lt;br /&gt;- acordado –&lt;br /&gt;volto&lt;br /&gt;à vida...&lt;br /&gt;à vida,&lt;br /&gt;este sonho&lt;br /&gt;medonho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-5595689501039614023?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/5595689501039614023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=5595689501039614023' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5595689501039614023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5595689501039614023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/01/sonho.html' title='Sonho'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-6402452155453416663</id><published>2010-01-01T09:45:00.001-08:00</published><updated>2010-01-01T09:45:52.499-08:00</updated><title type='text'>adeus</title><content type='html'>o cristal&lt;br /&gt;dos dias&lt;br /&gt;enegrecidos&lt;br /&gt;- desejos&lt;br /&gt;e sonhos&lt;br /&gt;perdidos;&lt;br /&gt;inimigos&lt;br /&gt;que não&lt;br /&gt;foram&lt;br /&gt;vencidos –&lt;br /&gt;ignora&lt;br /&gt;as rosas&lt;br /&gt;partidas,&lt;br /&gt;ignora&lt;br /&gt;os impulsos&lt;br /&gt;suicidas&lt;br /&gt;- a música&lt;br /&gt;calada&lt;br /&gt;no silêncio&lt;br /&gt;da estrada;&lt;br /&gt;puídas&lt;br /&gt;as cordas,&lt;br /&gt;fechadas&lt;br /&gt;as portas.&lt;br /&gt;e a chaga&lt;br /&gt;deixada&lt;br /&gt;permanece&lt;br /&gt;parada:&lt;br /&gt;em seu&lt;br /&gt;canto,&lt;br /&gt;sorrindo&lt;br /&gt;o meu&lt;br /&gt;pranto.&lt;br /&gt;desfazem-se&lt;br /&gt;as constelações&lt;br /&gt;no desespero,&lt;br /&gt;nas confissões...&lt;br /&gt;e no dia&lt;br /&gt;não há&lt;br /&gt;mais&lt;br /&gt;cristal:&lt;br /&gt;dissolveu-se&lt;br /&gt;em sangue&lt;br /&gt;e em&lt;br /&gt;cal.&lt;br /&gt;jamais houve&lt;br /&gt;real&lt;br /&gt;esperança,&lt;br /&gt;apenas&lt;br /&gt;uma ingrata&lt;br /&gt;lembrança&lt;br /&gt;- e vagando&lt;br /&gt;pelo meu&lt;br /&gt;mundo,&lt;br /&gt;imerso&lt;br /&gt;num buraco&lt;br /&gt;sem fundo,&lt;br /&gt;deixo aos&lt;br /&gt;homens&lt;br /&gt;os seus&lt;br /&gt;e os meus&lt;br /&gt;eus,&lt;br /&gt;e à vida&lt;br /&gt;um efêmero&lt;br /&gt;adeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-6402452155453416663?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/6402452155453416663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=6402452155453416663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6402452155453416663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6402452155453416663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2010/01/adeus.html' title='adeus'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-4586899062414622717</id><published>2009-12-24T01:16:00.001-08:00</published><updated>2009-12-24T01:17:18.261-08:00</updated><title type='text'>como sempre</title><content type='html'>costumava entregar&lt;br /&gt;minhas noites&lt;br /&gt;aos dissabores&lt;br /&gt;da ilusão.&lt;br /&gt;quimeras&lt;br /&gt;vinham e iam&lt;br /&gt;e eu, só,&lt;br /&gt;por aqui,&lt;br /&gt;como sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora entrego&lt;br /&gt;minhas noites&lt;br /&gt;a ti.&lt;br /&gt;quimeras&lt;br /&gt;continuam vindo&lt;br /&gt;e indo... (doces,&lt;br /&gt;doces, doces&lt;br /&gt;quimeras.)&lt;br /&gt;e eu, não mais só,&lt;br /&gt;por aqui, por ali,&lt;br /&gt;contigo,&lt;br /&gt;como sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-4586899062414622717?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/4586899062414622717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=4586899062414622717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4586899062414622717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4586899062414622717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/12/como-sempre.html' title='como sempre'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-6909145962807428877</id><published>2009-12-09T21:52:00.001-08:00</published><updated>2009-12-09T21:53:48.072-08:00</updated><title type='text'>eterna</title><content type='html'>imaginar-te mortal&lt;br /&gt;é uma dor que&lt;br /&gt;me consome fria&lt;br /&gt;e calmamente.&lt;br /&gt;é insuportável&lt;br /&gt;o universo&lt;br /&gt;em que tu morres,&lt;br /&gt;o momento&lt;br /&gt;em que tu deixas&lt;br /&gt;de existir.&lt;br /&gt;contudo, sei&lt;br /&gt;que a ilusão&lt;br /&gt;é um veneno doce&lt;br /&gt;que se toma em&lt;br /&gt;largos tragos&lt;br /&gt;e que me matará um dia,&lt;br /&gt;assim como matará&lt;br /&gt;a ti e a todos&lt;br /&gt;os efêmeros seres&lt;br /&gt;que transitam&lt;br /&gt;nesta Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por isso, me conforto&lt;br /&gt;no teu colo&lt;br /&gt;e nas palavras&lt;br /&gt;que me falas,&lt;br /&gt;gritas ou sussurras.&lt;br /&gt;escavo e me enterro&lt;br /&gt;no mais profundo&lt;br /&gt;do teu ser&lt;br /&gt;para que de ti&lt;br /&gt;sobre em mim&lt;br /&gt;o Eterno – a inconcebível &lt;br /&gt;imagem que nem&lt;br /&gt;o Tempo é capaz&lt;br /&gt;de sobrepor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-6909145962807428877?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/6909145962807428877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=6909145962807428877' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6909145962807428877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6909145962807428877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/12/eterna.html' title='eterna'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-2565806489251848272</id><published>2009-09-21T14:33:00.001-07:00</published><updated>2009-09-21T14:34:55.108-07:00</updated><title type='text'>muito mais</title><content type='html'>Há noites fatigadas de saudade,&lt;br /&gt;de silêncio e segredos&lt;br /&gt;que massacram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas noites,&lt;br /&gt;debruço-me sobre&lt;br /&gt;a tua dor,&lt;br /&gt;e nela navego sem que tu saibas,&lt;br /&gt;chorando a inocente lágrima&lt;br /&gt;que não ousaste derramar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim,&lt;br /&gt;dissolvo o brilho das festas&lt;br /&gt;em meus olhos,&lt;br /&gt;e de tudo sobra já seco&lt;br /&gt;o sono que há tanto&lt;br /&gt;tu me tomas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São nessas noites,&lt;br /&gt;meu bem,&lt;br /&gt;que me descubro&lt;br /&gt;mentiroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou não sabes que minto&lt;br /&gt;quando digo&lt;br /&gt;que te amo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minto. E por mentir,&lt;br /&gt;continuo dizendo:&lt;br /&gt;eu te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me perco nesse sopro&lt;br /&gt;porque não há outro&lt;br /&gt;em que eu possa&lt;br /&gt;me perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo a agonia&lt;br /&gt;de te amar mais&lt;br /&gt;do que posso falar,&lt;br /&gt;e por isso me traio&lt;br /&gt;e te traio&lt;br /&gt;mentindo que te amo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando eu não só te amo&lt;br /&gt;como também muito mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-2565806489251848272?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/2565806489251848272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=2565806489251848272' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2565806489251848272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2565806489251848272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/09/muito-mais.html' title='muito mais'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-3125818678581910043</id><published>2009-09-09T09:47:00.001-07:00</published><updated>2009-09-09T11:16:55.924-07:00</updated><title type='text'>em teu sono</title><content type='html'>em teu sono te manténs&lt;br /&gt;intacta: como um anjo, dormes,&lt;br /&gt;embebida em eternidade.&lt;br /&gt;com os olhos te acaricio,&lt;br /&gt;com as mãos navego pelas marés&lt;br /&gt;do teu corpo.&lt;br /&gt;assim te mantenho: incólume&lt;br /&gt;diante do desejo que pulsa&lt;br /&gt;na artéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o sal da tua pele guarda&lt;br /&gt;as provas da loucura&lt;br /&gt;do nosso amor.&lt;br /&gt;os lençois são as únicas&lt;br /&gt;testemunhas dos crimes&lt;br /&gt;que não cansamos de cometer.&lt;br /&gt;e somos sempre culpados&lt;br /&gt;por amar e transfundir à carne&lt;br /&gt;o calor da paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas, dormes...&lt;br /&gt;e nosso lábios não se estreitam&lt;br /&gt;em beijo sem fim.&lt;br /&gt;só os meus murmuram&lt;br /&gt;o teu silêncio...&lt;br /&gt;e, enquanto dura o teu sono,&lt;br /&gt;me deleito no simples&lt;br /&gt;e sincero prazer de te ter&lt;br /&gt;ao meu lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-3125818678581910043?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/3125818678581910043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=3125818678581910043' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3125818678581910043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3125818678581910043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/09/enquanto-dormes.html' title='em teu sono'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-8510593838230037964</id><published>2009-08-31T13:59:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T14:00:18.857-07:00</updated><title type='text'>assim sou e assim vou</title><content type='html'>Rasgo as folhas&lt;br /&gt; dos dias&lt;br /&gt; e deixo que&lt;br /&gt; o vento&lt;br /&gt; as consuma&lt;br /&gt; em sua brasa. &lt;br /&gt;Arquejo sob&lt;br /&gt; a memória&lt;br /&gt; e sua&lt;br /&gt; espera,&lt;br /&gt; sob a&lt;br /&gt; tormenta&lt;br /&gt; da lembrança. &lt;br /&gt;Assim sou&lt;br /&gt; e assim &lt;br /&gt;vou: &lt;br /&gt;Entre o clarão&lt;br /&gt; e a vertigem&lt;br /&gt; do dia,&lt;br /&gt; entre o quieto&lt;br /&gt; desespero&lt;br /&gt; da noite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe, vou&lt;br /&gt; Me&lt;br /&gt; Perdendo&lt;br /&gt; na saudade&lt;br /&gt; do que&lt;br /&gt; não fui. &lt;br /&gt;Assim sou&lt;br /&gt; e assim &lt;br /&gt;vou:&lt;br /&gt; Entre o tortuoso&lt;br /&gt; caminho &lt;br /&gt;do sol, &lt;br /&gt;entre a lúcida&lt;br /&gt; e esvoaçada&lt;br /&gt; paz da lua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queimo cada&lt;br /&gt; Fim&lt;br /&gt;De tarde, &lt;br /&gt;cada madrugada.&lt;br /&gt; Na fumaça, &lt;br /&gt;os sonhos do que&lt;br /&gt; fui&lt;br /&gt; um dia - &lt;br /&gt;Evaporando, &lt;br /&gt;esvaindo-se&lt;br /&gt; no consumo &lt;br /&gt;de si &lt;br /&gt;mesmos. &lt;br /&gt;Lento suicídio&lt;br /&gt; ao qual&lt;br /&gt; me entrego. &lt;br /&gt;Nostalgia &lt;br /&gt;do que sou &lt;br /&gt;e não fomos,&lt;br /&gt; das intransponíveis &lt;br /&gt;distâncias &lt;br /&gt;às quais &lt;br /&gt;nos interpomos. &lt;br /&gt;Assim sou &lt;br /&gt;e assim&lt;br /&gt; vou: &lt;br /&gt;Entre o dia&lt;br /&gt; e a noite,&lt;br /&gt; entre o tempo &lt;br /&gt;e a ruína.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-8510593838230037964?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/8510593838230037964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=8510593838230037964' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/8510593838230037964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/8510593838230037964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/08/assim-sou-e-assim-vou.html' title='assim sou e assim vou'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-2463322462834386721</id><published>2009-08-22T11:33:00.000-07:00</published><updated>2009-08-22T11:35:13.430-07:00</updated><title type='text'>le tour amante</title><content type='html'>quebrar o relógio&lt;br /&gt;não atrasaria&lt;br /&gt;a tua ida.&lt;br /&gt;o tempo existe&lt;br /&gt;e corre&lt;br /&gt;e nós em sua esteira:&lt;br /&gt;migalhas de pão&lt;br /&gt;velho&lt;br /&gt;no chão&lt;br /&gt;pra pombo de praça&lt;br /&gt;comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a morte se mostra&lt;br /&gt;em facetas.&lt;br /&gt;teu ir é um&lt;br /&gt;contínuo&lt;br /&gt;e incessante&lt;br /&gt;morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a manhã acorda&lt;br /&gt;triste.&lt;br /&gt;na janela&lt;br /&gt;chovem&lt;br /&gt;suas lágrimas.&lt;br /&gt;sente ela&lt;br /&gt;a dor&lt;br /&gt;que eu sinto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;coloridas&lt;br /&gt;as nuvens do teu&lt;br /&gt;funeral&lt;br /&gt;me abraçam.&lt;br /&gt;na ponta&lt;br /&gt;da língua&lt;br /&gt;uma esperança&lt;br /&gt;com o gosto&lt;br /&gt;do teu beijo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-2463322462834386721?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/2463322462834386721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=2463322462834386721' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2463322462834386721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2463322462834386721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/08/le-tour-amante.html' title='le tour amante'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-7818284378839175011</id><published>2009-08-14T00:43:00.000-07:00</published><updated>2009-08-14T02:24:32.426-07:00</updated><title type='text'>canibalismo marítimo ou o amante do mar de carne</title><content type='html'>teu corpo&lt;br /&gt;é o mar onde&lt;br /&gt;me deleito: calmo,&lt;br /&gt;íntimo, longínquo –&lt;br /&gt;flui: um tapete azul&lt;br /&gt;que se estende&lt;br /&gt;ao infinito.&lt;br /&gt;suavemente,&lt;br /&gt;cada parte&lt;br /&gt;minha&lt;br /&gt;se entrega&lt;br /&gt;ao teu toque:&lt;br /&gt;as tuas águas&lt;br /&gt;me envolvem –&lt;br /&gt;me afogo e&lt;br /&gt;por fim&lt;br /&gt;somos um só.&lt;br /&gt;e não destaco&lt;br /&gt;o meu corpo&lt;br /&gt;do teu: busco&lt;br /&gt;em ti o ar&lt;br /&gt;que me é essencial&lt;br /&gt;à vida, na tua&lt;br /&gt;carne o alimento&lt;br /&gt;da minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-7818284378839175011?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/7818284378839175011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=7818284378839175011' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/7818284378839175011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/7818284378839175011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/08/canibalismo-maritimo-ou-o-amante-do-mar.html' title='canibalismo marítimo ou o amante do mar de carne'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-6642875440069633590</id><published>2009-07-26T00:59:00.000-07:00</published><updated>2009-07-26T01:00:50.713-07:00</updated><title type='text'>a poesia e o silêncio</title><content type='html'>erro pelo mundo&lt;br /&gt;ao meu redor&lt;br /&gt;cantando entre&lt;br /&gt;os surdos&lt;br /&gt;ouvindo o canto&lt;br /&gt;dos mudos.&lt;br /&gt;a vida se revela&lt;br /&gt;sempre esse&lt;br /&gt;disparate&lt;br /&gt;e se dissipa&lt;br /&gt;em espasmos&lt;br /&gt;cada vez&lt;br /&gt;mais escassos.&lt;br /&gt;chegará uma hora&lt;br /&gt;que o corpo não&lt;br /&gt;tremerá pelo frio.&lt;br /&gt;chegará uma hora&lt;br /&gt;que a poesia se fará&lt;br /&gt;com o silêncio.&lt;br /&gt;e quando a poesia&lt;br /&gt;for o silêncio&lt;br /&gt;do que somos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e quando a poesia&lt;br /&gt;for o silêncio&lt;br /&gt;do que somos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-6642875440069633590?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/6642875440069633590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=6642875440069633590' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6642875440069633590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6642875440069633590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/07/poesia-e-o-silencio.html' title='a poesia e o silêncio'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-6074455063734839139</id><published>2009-07-22T02:54:00.000-07:00</published><updated>2009-07-24T14:15:03.309-07:00</updated><title type='text'>caboclo</title><content type='html'>o café é preto&lt;br /&gt;como a noite.&lt;br /&gt;o meu, em especial,&lt;br /&gt;doce como uma&lt;br /&gt;despedida.&lt;br /&gt;mais doce é&lt;br /&gt;o mar&lt;br /&gt;que se entrega&lt;br /&gt;em beijos lentos&lt;br /&gt;à areia da praia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-6074455063734839139?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/6074455063734839139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=6074455063734839139' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6074455063734839139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6074455063734839139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/07/caboclo.html' title='caboclo'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-2764139545548883975</id><published>2009-07-05T01:20:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T00:40:07.640-07:00</updated><title type='text'>Desfile</title><content type='html'>Cuspo&lt;br /&gt;o cuspe&lt;br /&gt;cuspido&lt;br /&gt;o sangue&lt;br /&gt;vermelho&lt;br /&gt;despido&lt;br /&gt;o momento&lt;br /&gt;no tempo&lt;br /&gt;perdido.&lt;br /&gt;E a muda&lt;br /&gt;e fria&lt;br /&gt;calçada&lt;br /&gt;me acolhe&lt;br /&gt;sem&lt;br /&gt;pedir&lt;br /&gt;nada.&lt;br /&gt;Em troca&lt;br /&gt;me dá&lt;br /&gt;o mundo&lt;br /&gt;perdido&lt;br /&gt;nos copos&lt;br /&gt;sem fundo.&lt;br /&gt;E a vida&lt;br /&gt;morre&lt;br /&gt;calada&lt;br /&gt;na enchente&lt;br /&gt;na&lt;br /&gt;enxurrada&lt;br /&gt;de rostos&lt;br /&gt;e seios&lt;br /&gt;compressos&lt;br /&gt;nos nossos&lt;br /&gt;lábios&lt;br /&gt;impressos.&lt;br /&gt;E os braços&lt;br /&gt;não são&lt;br /&gt;mais os mesmos&lt;br /&gt;nem são&lt;br /&gt;os mesmos&lt;br /&gt;desejos.&lt;br /&gt;Os sonhos&lt;br /&gt;que um dia&lt;br /&gt;sonhamos&lt;br /&gt;perderam-se&lt;br /&gt;na efígie&lt;br /&gt;dos anos.&lt;br /&gt;E agora&lt;br /&gt;tudo&lt;br /&gt;que amo&lt;br /&gt;se perde&lt;br /&gt;nesse&lt;br /&gt;oceano&lt;br /&gt;de lembranças&lt;br /&gt;que já não&lt;br /&gt;lembramos&lt;br /&gt;de mãos&lt;br /&gt;que já não&lt;br /&gt;seguramos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-2764139545548883975?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/2764139545548883975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=2764139545548883975' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2764139545548883975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2764139545548883975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/07/desfile.html' title='Desfile'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-1435238013986316062</id><published>2009-05-06T17:56:00.000-07:00</published><updated>2009-05-06T20:39:55.637-07:00</updated><title type='text'>Insônia</title><content type='html'>Caixa de espelhos e azul infindo&lt;br /&gt;Céu de ladrilhos, chão de barro molhado&lt;br /&gt;E a lua, pálida, desfalece pendurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruídos hediondos e figuras monstruosas&lt;br /&gt;Assovios e cantos e berros ressoam nessa madrugada&lt;br /&gt;E eu, deitado, em minha cama, só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa poética - alívio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resisto ao sono...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-1435238013986316062?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/1435238013986316062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=1435238013986316062' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1435238013986316062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1435238013986316062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/05/insonia.html' title='Insônia'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-3656841545601058351</id><published>2009-04-24T22:07:00.000-07:00</published><updated>2009-04-24T22:08:52.037-07:00</updated><title type='text'>Pedra</title><content type='html'>Há um buraco em meu peito&lt;br /&gt;E lágrimas em meus olhos&lt;br /&gt;Tristes, saudosos do teu leito:&lt;br /&gt;Doce cárcere de vida e de morte&lt;br /&gt;Onde o desejo é mais que forte,&lt;br /&gt;Onde a dor não inflama o corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembranças rubras da paixão&lt;br /&gt;Com a qual me deleitei&lt;br /&gt;Em tua cama - oceano d’ilusão -,&lt;br /&gt;Andam a povoar-me a mente&lt;br /&gt;Como o temor daquele que sente&lt;br /&gt;Que ama um coração dormente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-3656841545601058351?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/3656841545601058351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=3656841545601058351' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3656841545601058351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3656841545601058351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/04/liberdade-indesejada.html' title='Pedra'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-7791067535039683247</id><published>2009-04-11T14:33:00.000-07:00</published><updated>2009-04-11T16:57:12.872-07:00</updated><title type='text'>Condenação</title><content type='html'>Em mim arde a culpa dos crimes que deixei de cometer.&lt;br /&gt;Sou assassino dos meus próprios Desejos.&lt;br /&gt;Suicido-Lhes na prisão da vida rotineira,&lt;br /&gt;Arguindo-me pelo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;noir désir&lt;/span&gt; de cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Morte sobreviva em minhas veias;&lt;br /&gt;Sangue de homem que corre e que fere&lt;br /&gt;A alma, maculada pela lucidez intransigente.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que há de exuberante numa vida de sofismas -&lt;br /&gt;Disparate vulgar e tão presente?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anseio pela derradeira sentença.&lt;br /&gt;Pois que haja o céu,&lt;br /&gt;Mesmo que esteja reservado o meu lugar no inferno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-7791067535039683247?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/7791067535039683247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=7791067535039683247' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/7791067535039683247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/7791067535039683247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/04/condenacao.html' title='Condenação'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-5104492197529993470</id><published>2009-04-06T20:45:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T20:48:13.107-07:00</updated><title type='text'>Serenidade</title><content type='html'>Eu não serei cafetão de uma vida prostituta.&lt;br /&gt;Quero afastar de mim a mácula da licenciosidade&lt;br /&gt;Quero deixá-la longe, porque só assim eu posso tê-la&lt;br /&gt;Em minha cama, sem sujar os meus lençóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo não precisa de uma camisa-de-vênus,&lt;br /&gt;O mundo precisa é de uma camisa-de-força&lt;br /&gt;Para prendê-lo à esperança de liberdade.&lt;br /&gt;À esperança, enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso rasgo meu peito num devaneio infinito.&lt;br /&gt;Sonhos intermináveis de dias intermináveis&lt;br /&gt;Onde a insanidade e a covardia fazem pesar&lt;br /&gt;A cabeça e os ombros, e tremerem as pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, céus, quando cairão sobre nós?&lt;br /&gt;Alguém anuncia todos os dias o fim do mundo&lt;br /&gt;E, no entanto, somos nós os condenados ao findar.&lt;br /&gt;O mundo mostra-se firme ante nossa prostração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, senhores, perene é só o medo;&lt;br /&gt;Perene é só o desejo:&lt;br /&gt;Carne, sangue...&lt;br /&gt;E exuberante é a aurora, a vida e o ocaso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-5104492197529993470?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/5104492197529993470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=5104492197529993470' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5104492197529993470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5104492197529993470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/04/serenidade.html' title='Serenidade'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-5449116060087335842</id><published>2009-03-29T08:13:00.001-07:00</published><updated>2009-03-29T08:13:57.293-07:00</updated><title type='text'>Desexistir</title><content type='html'>Escrevo a vida num papel só para poder queimá-la.&lt;br /&gt;Eu cansei da vida em carne, ossos e celulose e tinta preta de caneta Bic.&lt;br /&gt;Quero a vida em fumaça.&lt;br /&gt;Quero ver a minha existência fundir-se ao ar que respiro.&lt;br /&gt;Quero vê-la nascer forte de sua morte,&lt;br /&gt;E desaparecer gradualmente,&lt;br /&gt;Conforme voa e se dispersa em sua própria imensidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-5449116060087335842?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/5449116060087335842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=5449116060087335842' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5449116060087335842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5449116060087335842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/03/desexistir.html' title='Desexistir'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-80452112970677871</id><published>2009-03-23T12:14:00.001-07:00</published><updated>2009-03-23T12:14:28.211-07:00</updated><title type='text'>X</title><content type='html'>Espera-se de ‘X’ algo indefinidamente grande.&lt;br /&gt;‘X’ está terminando o segundo grau, por isso pode-se defini-lo a partir da equação:&lt;br /&gt;a . X ² + b . x + c = 0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-se então a seguinte questão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa encruzilhada do Pingão, um Homem e uma Mulher resolveram dar valores hipotéticos para A, B e C. Após trinta e quatro verões – pois têm-se dois na ilha de São Luís -, tais valores foram todos reduzidos a zero.&lt;br /&gt;Se A = 0, B = 0 e C= 0, determine o imensurável valor de ‘X’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta vem sem muito esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Professor, ‘X’ é igual a ZERO!”&lt;br /&gt;“Muito bem, Joãozinho, ao contrário de ‘X’, você é DEZ!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gargalhadas inundam a sala.&lt;br /&gt;‘X’ morre em folhas de papel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-80452112970677871?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/80452112970677871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=80452112970677871' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/80452112970677871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/80452112970677871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/03/x.html' title='X'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-1023177816411772197</id><published>2009-03-13T17:53:00.000-07:00</published><updated>2009-03-13T17:54:02.638-07:00</updated><title type='text'>Bolo recheado</title><content type='html'>A vida traz o cansaço&lt;br /&gt;E o cansaço assassina a esperança&lt;br /&gt;A esperança em falta culmina no crime&lt;br /&gt;O crime na culpa&lt;br /&gt;A culpa no julgamento&lt;br /&gt;O julgamento na sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos todos criminosos&lt;br /&gt;Quando somos descobertos.&lt;br /&gt;Escondemos nossos crimes,&lt;br /&gt;Os mais bárbaros crimes,&lt;br /&gt;Até de nós mesmos.&lt;br /&gt;E vivemos todos presos&lt;br /&gt;(tal é nossa sentença),&lt;br /&gt;Encarcerados em nossas mentes:&lt;br /&gt;Onde, em celas, guardamos os segredos:&lt;br /&gt;São alimentados duas vezes por dia&lt;br /&gt;Mas nunca têm direito ao banho de sol.&lt;br /&gt;Os segredos não podem ver o sol.&lt;br /&gt;Não podem ser livres nem por um momento.&lt;br /&gt;Nós não podemos deixar de ser inocentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém irá comer o bolo para provar de seu recheio.&lt;br /&gt;Tudo se manterá intacto.&lt;br /&gt;Mesmo com a lancinante vontade,&lt;br /&gt;O bolo se manterá intacto.&lt;br /&gt;E ninguém provará de seu recheio&lt;br /&gt;Ninguém provará o recheio culpado&lt;br /&gt;Do bolo de inocentes.&lt;br /&gt;O recheio guardado, escondido&lt;br /&gt;Aos olhos de seus próprios criadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto&lt;br /&gt;(uma música ao fundo),&lt;br /&gt;Nos contentamos com os docinhos e refrigerantes da festa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-1023177816411772197?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/1023177816411772197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=1023177816411772197' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1023177816411772197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1023177816411772197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/03/bolo-recheado.html' title='Bolo recheado'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-5349678932006981498</id><published>2009-03-10T19:43:00.000-07:00</published><updated>2009-03-10T19:44:05.641-07:00</updated><title type='text'>A madrugada</title><content type='html'>Gritos produzidos&lt;br /&gt;Na madrugada&lt;br /&gt;Ouvem&lt;br /&gt;E são ouvidos&lt;br /&gt;Na madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecoa o silêncio&lt;br /&gt;Nas paredes&lt;br /&gt;Do meu quarto&lt;br /&gt; No céu da boca&lt;br /&gt;Quebram-se os dentes&lt;br /&gt;Corta-se a língua&lt;br /&gt;E o grito cansa:&lt;br /&gt;Volta pra dentro&lt;br /&gt;Pra gritar&lt;br /&gt; Mais fundo&lt;br /&gt;  No peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração parou&lt;br /&gt;Rasgou-se a garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sangue há&lt;br /&gt;Em todos os cantos&lt;br /&gt;Em todos os quatro cantos&lt;br /&gt;Do quarto cheio de cantos&lt;br /&gt;Não cantados&lt;br /&gt;Porque o grito&lt;br /&gt;Quebrou os dentes&lt;br /&gt;Cortou a língua&lt;br /&gt;Cansou&lt;br /&gt;E gritou no peito:&lt;br /&gt;Cantou no peito a última canção&lt;br /&gt;Do homem só e sua solidão&lt;br /&gt;Do choro convertido em palavras&lt;br /&gt;Derramadas em papéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suportada a duras penas&lt;br /&gt;A necessidade&lt;br /&gt; De viver.&lt;br /&gt;O sofrimento&lt;br /&gt;E a dor&lt;br /&gt;De existir&lt;br /&gt;Mantinham sempre empunhado&lt;br /&gt; O punhal&lt;br /&gt;Voltado contra a própria alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso viver.&lt;br /&gt; Por quê?&lt;br /&gt;É preciso fazer.&lt;br /&gt; O quê?&lt;br /&gt;É preciso ter.&lt;br /&gt; Pra quê?&lt;br /&gt;É preciso ser.&lt;br /&gt; Não é.&lt;br /&gt;É preciso ter vontade&lt;br /&gt;Ter desejo&lt;br /&gt;E só assim não se jogará ao vento&lt;br /&gt; A vida&lt;br /&gt;Uma vida&lt;br /&gt;Uma vida só&lt;br /&gt;Uma vida só vivida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu vou amassando-a&lt;br /&gt;Como fosse uma bola de papel&lt;br /&gt;Para jogar no lixo,&lt;br /&gt;Ao final.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-5349678932006981498?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/5349678932006981498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=5349678932006981498' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5349678932006981498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5349678932006981498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/03/madrugada.html' title='A madrugada'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-8658453027804533595</id><published>2009-03-05T17:26:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T17:27:13.675-08:00</updated><title type='text'>Velho, eu?</title><content type='html'>Gosto das cores frias&lt;br /&gt;Do céu de fevereiro&lt;br /&gt;Gosto só de ver&lt;br /&gt;E de sentir o orvalho&lt;br /&gt;Das manhãs em cinza.&lt;br /&gt;Sem sol.&lt;br /&gt;Gosto de sair na rua&lt;br /&gt;Ver as crianças brincando&lt;br /&gt;E lembrar do sorriso&lt;br /&gt;Que o espelho me mostrava&lt;br /&gt;Na infância.&lt;br /&gt;Só gosto de lembrar.&lt;br /&gt;Gosto de lembrar&lt;br /&gt;Porque o passado&lt;br /&gt;É mais gostoso.&lt;br /&gt;Sinto o gosto do tempero&lt;br /&gt;Da comida que mamãe fazia.&lt;br /&gt;Sinto o gosto do limãozinho do quintal&lt;br /&gt;Da casa da minha avó.&lt;br /&gt;E quando eu percebo&lt;br /&gt;Que tudo o que passou&lt;br /&gt;Passou e não passará mais&lt;br /&gt;Que tudo o que ficou&lt;br /&gt;Faz parte do caminho&lt;br /&gt;Mas faz parte dum caminho&lt;br /&gt;Já percorrido&lt;br /&gt;E que não se percorrerá mais,&lt;br /&gt;A nostalgia me corrói a alma.&lt;br /&gt;Vivi tudo o que precisei viver nessa vida.&lt;br /&gt;Sinto saudades e sinto doer o peito.&lt;br /&gt;Para mim ainda está tudo vivo&lt;br /&gt;Contudo, na verdade, nada está.&lt;br /&gt;E assim vou passando como as coisas&lt;br /&gt;Que passaram&lt;br /&gt;E aos que aqui ficam&lt;br /&gt;E aos que virão&lt;br /&gt;O legado que deixo&lt;br /&gt;É a dor de existir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-8658453027804533595?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/8658453027804533595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=8658453027804533595' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/8658453027804533595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/8658453027804533595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/03/velho-eu.html' title='Velho, eu?'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-3339101117078047767</id><published>2009-03-03T20:09:00.001-08:00</published><updated>2009-03-03T20:10:36.600-08:00</updated><title type='text'>Foi tudo tão rápido. É.</title><content type='html'>As fotografias remontam a vida passada&lt;br /&gt;Porque o passado é lembrado no presente.&lt;br /&gt;E eu me escondo. Escondo&lt;br /&gt;A dor que sinto quando chamam teu nome.&lt;br /&gt;Escondo as lágrimas dentro de mim&lt;br /&gt;Mostro-as somente à solidão.&lt;br /&gt;A tua presença ainda se faz sentir...&lt;br /&gt;A morte é viva em minha mente&lt;br /&gt;E a vida em meu coração.&lt;br /&gt;Como calar o grito&lt;br /&gt;Que grito dentro do peito?&lt;br /&gt;É doído te ter em mim presente&lt;br /&gt;E, contudo, não te ter mais aqui...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-3339101117078047767?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/3339101117078047767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=3339101117078047767' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3339101117078047767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3339101117078047767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/03/foi-tudo-tao-rapido-e.html' title='Foi tudo tão rápido. É.'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-2635386935849818521</id><published>2009-02-25T18:04:00.001-08:00</published><updated>2009-03-10T20:02:00.098-07:00</updated><title type='text'>Perto</title><content type='html'>Sinto o peso dos dias&lt;br /&gt;Cada um me esmagando de um jeito.&lt;br /&gt;Todos juntos&lt;br /&gt;E como os dias passam&lt;br /&gt;Mas não passam em mim&lt;br /&gt;O peso só cresce e cresce e eu&lt;br /&gt;Coitado&lt;br /&gt;Fraco, condenado a viver&lt;br /&gt;Sendo esmagado&lt;br /&gt;Sem fôlego&lt;br /&gt;Sentindo a dor&lt;br /&gt;E a covardia &lt;br /&gt;Bater-me à porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há algum herói na minha vida&lt;br /&gt;Não é meu pai&lt;br /&gt;Nem eu&lt;br /&gt;O herói da minha vida,&lt;br /&gt;Aliás, a heroína –&lt;br /&gt;é legal fazer um trocadilho com a droga –&lt;br /&gt;é a covardia.&lt;br /&gt;Não fosse a covardia meus pulsos já estariam rasgados&lt;br /&gt;Ou meu estômago cheio de veneno&lt;br /&gt;Minha cabeça estourada ou os ossos dos meus pés e pernas&lt;br /&gt;Triturados, feito pó.&lt;br /&gt;É só o medo da dor&lt;br /&gt;Minha e dos outros&lt;br /&gt;Que me impede de realizar meu desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim vou passando&lt;br /&gt;E os dias em mim se acumulando&lt;br /&gt;Como blocos de concreto em cima dum pardal&lt;br /&gt;Que treme as pernas e já não agüenta&lt;br /&gt;E já quase deixa-se levar&lt;br /&gt;De uma vez&lt;br /&gt;Por todas&lt;br /&gt;Ao fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-2635386935849818521?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/2635386935849818521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=2635386935849818521' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2635386935849818521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2635386935849818521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/02/perto.html' title='Perto'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-3130699569663898953</id><published>2009-02-11T08:52:00.001-08:00</published><updated>2009-02-11T08:52:24.438-08:00</updated><title type='text'>Bebel</title><content type='html'>As lágrimas e os soluços me denunciam&lt;br /&gt;Sou culpado e tu serás a minha prisão&lt;br /&gt;Deixaste o mundo, mas a mim não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estão meus analgésicos?&lt;br /&gt;Será que eles teriam aliviado a tua dor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há palavras, ditas ou escritas&lt;br /&gt;Há apenas o sentimento, a lembrança&lt;br /&gt;Os momentos conjuntos, o amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu, poeta, direi agora?&lt;br /&gt;Nem mesmo sei o que escrevo&lt;br /&gt;Se faço poesia, é sem querer&lt;br /&gt;Mas é esse o meu analgésico&lt;br /&gt;E é isso o que aliviará minha dor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do fundo da minha alma&lt;br /&gt;Do fundo do meu coração&lt;br /&gt;Do meu sangue, e do teu derramado&lt;br /&gt;Da tua vida, que agora existe em mim,&lt;br /&gt;De tudo isso,&lt;br /&gt;Sobrarão o ‘eu te amo’ que eu nunca disse&lt;br /&gt;E a saudade da tua alegria, da tua companhia&lt;br /&gt;Da tua voz rouca e da tua gargalhada&lt;br /&gt;Sobrará também a tua imagem gravada na minha mente&lt;br /&gt;Sorrindo e me chamando: escroto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te amei – no passado&lt;br /&gt;Te amo – no presente&lt;br /&gt;E te amarei – eternamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa viagem e mais força nas próximas caminhadas, estarei sempre aqui para ajudá-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-3130699569663898953?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/3130699569663898953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=3130699569663898953' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3130699569663898953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3130699569663898953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/02/bebel_11.html' title='Bebel'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-8997907489280997766</id><published>2009-02-11T07:47:00.001-08:00</published><updated>2009-02-11T07:47:32.172-08:00</updated><title type='text'>Bebel</title><content type='html'>Está chovendo dentro de mim?&lt;br /&gt;Porque meus olhos põem água fora&lt;br /&gt;E se os olhos são o espelho da alma&lt;br /&gt;Minha alma chora agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘I hurt myself today&lt;br /&gt;to see if I still feel&lt;br /&gt;I focus on the pain&lt;br /&gt;The only thing that’s real.’&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-8997907489280997766?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/8997907489280997766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=8997907489280997766' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/8997907489280997766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/8997907489280997766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/02/bebel.html' title='Bebel'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-2065682103115976658</id><published>2009-02-09T10:23:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T10:24:18.907-08:00</updated><title type='text'>Coração Rubro-Negro</title><content type='html'>Ai, meu Flamengo,&lt;br /&gt;Só eu sei quanto te amo&lt;br /&gt;E por isso tua glória clamo&lt;br /&gt;Quando o teu hino canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, meu Flamengo,&lt;br /&gt;Que podeis dizer da tua torcida&lt;br /&gt;Essa gente abençoada e querida&lt;br /&gt;Por Deus, o maior Flamenguista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô, meu Flamengo,&lt;br /&gt;Não tira o fôlego da tua nação&lt;br /&gt;Não deixa esvair-se essa paixão&lt;br /&gt;E mostra tua força no Brasileirão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô, meu Flamengo,&lt;br /&gt;Estende tua bandeira em todo o céu&lt;br /&gt;E deixa provirem-se desse mel&lt;br /&gt;Que é a alegria de torcer por ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, Flamengo,&lt;br /&gt;  És tu o dono do meu coração&lt;br /&gt;  És tu o meu amor, minha religião&lt;br /&gt;  És tu a minha vida!&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  E por ti torcerei eternamente&lt;br /&gt;  Pois este peito rubro-negro sente&lt;br /&gt;  O calor da tua paixão ardente!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-2065682103115976658?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/2065682103115976658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=2065682103115976658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2065682103115976658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2065682103115976658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/02/coracao-rubro-negro.html' title='Coração Rubro-Negro'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-5871301418785709915</id><published>2009-01-20T10:34:00.000-08:00</published><updated>2009-01-20T10:35:11.764-08:00</updated><title type='text'>Insoneto</title><content type='html'>Por três dias eu vi&lt;br /&gt;E no terceiro dia&lt;br /&gt;Vi o céu cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o céu caiu&lt;br /&gt;As nuvens esmagaram&lt;br /&gt;Aquele que as poliu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De baixo pra cima&lt;br /&gt;O céu inteiro&lt;br /&gt;Inteiro, digo,&lt;br /&gt;O céu inteiro caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi pra baixo&lt;br /&gt;Porque não podia&lt;br /&gt;Subir pra cima.&lt;br /&gt;Infeliz gramática...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-5871301418785709915?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/5871301418785709915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=5871301418785709915' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5871301418785709915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5871301418785709915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/01/insoneto.html' title='Insoneto'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-994176241329098224</id><published>2009-01-19T17:36:00.001-08:00</published><updated>2009-01-19T17:36:21.352-08:00</updated><title type='text'>Experimental</title><content type='html'>Sempre fui muito mais frágil do que pareço ser. Esqueci a verdade dentro de mim e hoje sou apenas mentiras. Hoje sou máscara e fantasia, a capa para esconder as costas. Eu não sou mais e esqueço de tentar ser. Eu cansei de tentar e não conseguir.&lt;br /&gt;Entregar-se é uma bobagem&lt;br /&gt;Dizia austero o poeta&lt;br /&gt;Esqueceu a real meta&lt;br /&gt;Deixou em casa sua bagagem&lt;br /&gt;Não achei não achei o que devia achar. Procurei tanto que agora esqueço de procurar. Não há mais tempo para brincadeiras. Não há mais tempo para promessas. Acabaram-se os dias de diversão. Acabaram-se os dias de trabalho. Acabaram-se os dias de... Acabaram-se os dias.&lt;br /&gt;Eu me entreguei&lt;br /&gt;Para me perder onde não&lt;br /&gt;Posso tocar com a mão&lt;br /&gt;Onde me perdi eu não sei&lt;br /&gt;E não é cedo. Já é tarde para desculpas. Já é tarde para ofensas. Já é tarde para respostas. Já é tarde para perguntas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-994176241329098224?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/994176241329098224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=994176241329098224' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/994176241329098224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/994176241329098224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/01/experimental.html' title='Experimental'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-4986064094911156497</id><published>2009-01-18T10:58:00.000-08:00</published><updated>2009-01-18T10:59:32.599-08:00</updated><title type='text'>Mais especificamente, ontem</title><content type='html'>Eu estava doente e tomava remédios até quase vê-los sair por minha boca. Sentia que padecia, queimava, ardia em miraculosa e inexplicável febre. Digo ‘miraculosa e inexplicável’, pois, via-me no espelho do guarda-roupa do meu quarto e via-me como me vejo todos os dias: rosto harmonioso, cabelos grandes, lisos e despenteados, e a tradicional boca torta.&lt;br /&gt;Contudo sentia que eu não era aquilo. Eu era o que sou por dentro, por debaixo da pele sedosa. Eu era a gordura, a carne viva, em vários tons de rubro, os órgãos corroídos pelo pus amarelo das inflamações; eu era a putrefação iminente, o odor detestável das carnes apodrecidas; eu era um ser gripado, um ser doente e, contudo, nada havia em mim – na minha face, na minha máscara e fantasia – que deixasse isso à mostra.&lt;br /&gt;Assim, percebi que eu não só não era o que me via no espelho, como não sou. E nem sou o corpo, a carne em seu estado mais ignóbil e vil, a carne que se desfaz e que se reduz ao húmus que dará, mais tarde, a outro ser, a vida. Eu percebi que sou o que há por trás de cada camada da derme, por trás de cada tecido e por trás de cada coisa que se resume à matéria. Eu percebi que sou mais que isso, que sou o que vocês costumam chamar de espírito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-4986064094911156497?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/4986064094911156497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=4986064094911156497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4986064094911156497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4986064094911156497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/01/mais-especificamente-ontem.html' title='Mais especificamente, ontem'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-1404319164999477772</id><published>2009-01-13T22:36:00.001-08:00</published><updated>2009-01-13T22:38:22.509-08:00</updated><title type='text'>O amor</title><content type='html'>Eu havia me esquecido de como era a vida. Comecei a viver ao contrário e as coisas começaram a entrar no lugar. Parece que só virando tudo de cabeça para baixo se consegue montar o quebra-cabeças. &lt;br /&gt;Eu pulei de um abismo na porta da minha casa. Caí numa rua de asfalto onde os garotos jogavam futebol com uma bola velha e gasta. As crianças corriam ao encontro umas das outras.&lt;br /&gt;Esquecer de como é a vida talvez tenha sido bom. Agora eu posso sentir o gosto do feijão e da carne que mamãe costuma fazer. Também posso dizer ‘bom dia’ ao meu irmão e lhe dar um abraço caloroso. Agora eu sinto. De novo.&lt;br /&gt;Eu beijei muitas moças e nenhuma delas retribuiu o beijo. Nunca encontrei ninguém. Mas por que haveria de procurar? Minha mãe é a única mulher da qual preciso. Ela faz o feijão e a carne que eu tanto aprecio.&lt;br /&gt;Acho que eu via as coisas da forma errada. Só agora eu parei para ver que ter amigos não é ter gente por perto. Parei para ver que meu amor é dividido com o mundo e não com as pessoas. E as pessoas são o mundo. E o mundo é as pessoas.&lt;br /&gt;Meu amor é de todos. Meu amor é de tudo.&lt;br /&gt;O amor é simples. O amor é tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-1404319164999477772?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/1404319164999477772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=1404319164999477772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1404319164999477772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1404319164999477772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/01/o-amor.html' title='O amor'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-3045684333816018269</id><published>2009-01-13T21:06:00.001-08:00</published><updated>2009-01-13T21:06:39.210-08:00</updated><title type='text'>Meme</title><content type='html'>Fui indicado pelo blog “Transbordamentos” - http://transbordamentosdejessica.blogspot.com/&lt;br /&gt;As regras do Meme são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Linkar a pessoa que te indicou.&lt;br /&gt;2. Escrever as regras do Meme em seu blog.&lt;br /&gt;3. Contar 6 coisas aleatórias sobre você.&lt;br /&gt;4. Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.&lt;br /&gt;5. Deixe a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.&lt;br /&gt;6. Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vão os seis detalhes aleatórios sobre mim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Não me encontro, sou inquieto&lt;br /&gt;2. Amo muitas mulheres&lt;br /&gt;3. Quero mais do que posso ter&lt;br /&gt;4. Não entendo a vida&lt;br /&gt;5. Tenho vontade de morrer só pra saber o que há lá pelo outro lado&lt;br /&gt;6. Tenho quase certeza que morrerei pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seis blogs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://dilinharez.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://acaixaselada.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://olhandopragrama.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://eomundoseguiuadiante.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.flutopias.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://setepistas.wordpress.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-3045684333816018269?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/3045684333816018269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=3045684333816018269' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3045684333816018269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3045684333816018269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/01/meme.html' title='Meme'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-5129811490033050620</id><published>2009-01-13T12:42:00.001-08:00</published><updated>2009-01-13T12:51:51.008-08:00</updated><title type='text'>Pe[r]cador</title><content type='html'>Confusa! Minha mente está confusa!&lt;br /&gt;Quanto mais terei que esperar?&lt;br /&gt;Continuas a meu amor fatigar&lt;br /&gt;E esperas não ter tua merecida escusa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurarei manter-me calmo&lt;br /&gt;Contudo, quanto mais baixo sussurro,&lt;br /&gt;Mais à minha própria alma esmurro&lt;br /&gt;E renego-me ao Homem almo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E retornam ignotas sombras&lt;br /&gt;De recônditos sonhos e obras&lt;br /&gt;Que começam a se mostrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueço o ignóbil espúrio&lt;br /&gt;E ao som de um doce murmúrio&lt;br /&gt;Permito ao martírio se prostrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-5129811490033050620?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/5129811490033050620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=5129811490033050620' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5129811490033050620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/5129811490033050620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/01/mulheres.html' title='Pe[r]cador'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-2806687642973130966</id><published>2009-01-07T22:46:00.001-08:00</published><updated>2009-01-07T22:52:25.645-08:00</updated><title type='text'>Burguês Abandonado</title><content type='html'>Os jovens se perderam&lt;br /&gt;Nas portas de nossa Casa&lt;br /&gt;Livrando-se da massa&lt;br /&gt;E das modas que morreram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moda agora é uma tal&lt;br /&gt;De inépcia cosmopolita&lt;br /&gt;E a tendência quem dita&lt;br /&gt;É quem esquece a terra natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou lançar mãos ao burguês&lt;br /&gt;Que aqui foi abandonado,&lt;br /&gt;Vou ajudar esse pobre coitado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre, coitado e burro!&lt;br /&gt;Sairá a pontapé e murro,&lt;br /&gt;Daqui, antes do fim do mês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-2806687642973130966?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/2806687642973130966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=2806687642973130966' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2806687642973130966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2806687642973130966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/01/burgus-abandonado.html' title='Burguês Abandonado'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-2216242777003439089</id><published>2009-01-06T20:00:00.001-08:00</published><updated>2009-01-06T20:00:45.842-08:00</updated><title type='text'>Vestibular</title><content type='html'>A pálida lâmpada, espremida por correntes&lt;br /&gt;Não nos permitia ao prazer de sua luz.&lt;br /&gt;Lembrei atônito, da cruz&lt;br /&gt;A padecer no sol dos dias quentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A brisa fresca não nos entregavam&lt;br /&gt;Respirávamos um ar sujo, viciado&lt;br /&gt;E naquele recinto minúsculo, quadrado&lt;br /&gt;Sofríamos ao som das folhas que se passavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os segundos corriam como que fossem horas&lt;br /&gt;Nos partindo os órgãos com suas esporas.&lt;br /&gt;Eu me mantive acordado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora estou pronto para ir embora&lt;br /&gt;Para entregar a prova a uma tal senhora&lt;br /&gt;E deixar esse infortúnio no passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-2216242777003439089?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/2216242777003439089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=2216242777003439089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2216242777003439089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/2216242777003439089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/01/vestibular.html' title='Vestibular'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-8109966340123739164</id><published>2009-01-01T19:49:00.003-08:00</published><updated>2009-01-01T19:49:58.666-08:00</updated><title type='text'>e Adolescente</title><content type='html'>Agora, o sorriso se fez presente&lt;br /&gt;E sinto a alegria da finalidade,&lt;br /&gt;A calmaria, após a tempestade;&lt;br /&gt;E a dor extinguir-se finalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrio alto, gargalho e desperto&lt;br /&gt;Todos que aqui perto descansam&lt;br /&gt;Ouço dizerem que já se cansam&lt;br /&gt;Do meu riso histérico em concerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro por apenas um instante&lt;br /&gt;Com meu riso alto e constante&lt;br /&gt;E todos voltam a dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tenho logo nova vontade de rir&lt;br /&gt;Contudo contenho-me a duras penas&lt;br /&gt;Para manter-me nesta casa de antimecenas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-8109966340123739164?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/8109966340123739164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=8109966340123739164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/8109966340123739164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/8109966340123739164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/01/e-adolescente.html' title='e Adolescente'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-1024648742344283095</id><published>2009-01-01T19:49:00.001-08:00</published><updated>2009-01-01T19:49:21.460-08:00</updated><title type='text'>Mente d</title><content type='html'>A paz e a felicidade se extinguiram.&lt;br /&gt;Era tudo uma enorme mentira&lt;br /&gt;Uma maldição que sobre mim caíra&lt;br /&gt;De ver coisas que nunca existiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erro nunca fez questão de me abalar&lt;br /&gt;Contudo algo pior há que me destrói&lt;br /&gt;E minhas vísceras por dentro corrói:&lt;br /&gt;É a ignorância em uma dose cavalar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em nunca sou feliz&lt;br /&gt;E, quando sou, algo me diz&lt;br /&gt;Que efêmera é essa felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me preocupo com o que pode ser&lt;br /&gt;Pois grande é a possibilidade d’eu morrer&lt;br /&gt;Mas, meu pai sempre diz: “isso é coisa da idade.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-1024648742344283095?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/1024648742344283095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=1024648742344283095' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1024648742344283095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1024648742344283095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/01/mente-d.html' title='Mente d'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-6041426144762571465</id><published>2009-01-01T14:21:00.001-08:00</published><updated>2009-01-01T14:21:42.166-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fruto do bruto combate&lt;br /&gt;Entre a carne e a alma,&lt;br /&gt;O pensamento pede calma&lt;br /&gt;E socorre as vítimas do embate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que surge a lógica&lt;br /&gt;Com seus processos racionais&lt;br /&gt;Esquecendo a mente e seus tribunais&lt;br /&gt;E as suas leis teleológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dói-me a cabeça, estou cansado.&lt;br /&gt;Durmo e acordo abastado&lt;br /&gt;Com o resultado da derradeira batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vejo o sangue escorrer pela navalha&lt;br /&gt;E espero que minha dúvida seja saciada&lt;br /&gt;No seio da morte imaculada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-6041426144762571465?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/6041426144762571465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=6041426144762571465' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6041426144762571465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6041426144762571465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/01/fruto-do-bruto-combate-entre-carne-e.html' title=''/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-4685042324838305905</id><published>2009-01-01T09:26:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T21:35:34.954-08:00</updated><title type='text'>Arroz</title><content type='html'>Filha da terra, olhos cor-de-mel&lt;br /&gt;Cabelos de seda, espelho da perfeição.&lt;br /&gt;Arrebata cada pedaço do meu coração&lt;br /&gt;Ascendendo-me às alturas, ao céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar contigo desperta minha alma&lt;br /&gt;Deixando-me no corpo inteiro&lt;br /&gt;As marcas do teu doce cheiro&lt;br /&gt;Que em todo momento dão-me calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas defesas já foram batidas,&lt;br /&gt;Todas minhas esperanças, perdidas.&lt;br /&gt;Aguardo-te cheio de lágrimas a verter,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Molhando a rosa, a esconder&lt;br /&gt;O prazer inexprimível da paixão&lt;br /&gt;A miséria desgraçada da ilusão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-4685042324838305905?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/4685042324838305905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=4685042324838305905' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4685042324838305905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4685042324838305905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2009/01/arroz.html' title='Arroz'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-6835064391607400858</id><published>2008-12-27T23:05:00.000-08:00</published><updated>2008-12-27T23:06:14.120-08:00</updated><title type='text'>Mais um Eu te amo pra ti</title><content type='html'>Em todos os dias e em todas as horas de todos os dias,&lt;br /&gt;Eu insisto em assassinar o amor que por ti sinto.&lt;br /&gt;Assassino e enterro. Ponto! Nada mais.&lt;br /&gt;Contudo, mais insistente que eu é tal amor,&lt;br /&gt;Que insiste sempre em renascer.&lt;br /&gt;Já perdi as contas de quantas vezes fui homicida&lt;br /&gt;Já perdi as contas de quantas vezes fui covarde&lt;br /&gt;E já perdi as contas de quantas vezes fui –&lt;br /&gt;E sou – O teu amor e o teu amante.&lt;br /&gt;Tremem-me as pernas.&lt;br /&gt;Aceleram-me as batidas do[s] coração[ões].&lt;br /&gt;E mesmo que eu não te tenha ao meu lado&lt;br /&gt;E que não possa te segurar entre os meus braços&lt;br /&gt;Eu posso sussurrar em teus ouvidos:&lt;br /&gt;Eu te amo. &lt;br /&gt;Eu te amo.&lt;br /&gt;Eu te amo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-6835064391607400858?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/6835064391607400858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=6835064391607400858' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6835064391607400858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6835064391607400858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2008/12/mais-um-eu-te-amo-pra-ti.html' title='Mais um Eu te amo pra ti'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-1354731739220738098</id><published>2008-12-23T22:19:00.001-08:00</published><updated>2008-12-23T22:19:29.832-08:00</updated><title type='text'>Mais um dia</title><content type='html'>Um dia eu vi&lt;br /&gt;Um dia eu vi, um dia&lt;br /&gt;Eu vi um dia...&lt;br /&gt;Um dia eu verei mais um dia&lt;br /&gt;E mais um dia será visto&lt;br /&gt;E mais um dia será esquecido&lt;br /&gt;Por quem não tem motivo nenhum para lembrar&lt;br /&gt;Mais um dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-1354731739220738098?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/1354731739220738098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=1354731739220738098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1354731739220738098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1354731739220738098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2008/12/mais-um-dia.html' title='Mais um dia'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-91720813322829948</id><published>2008-12-20T20:01:00.000-08:00</published><updated>2008-12-20T20:23:43.731-08:00</updated><title type='text'>Em perto a um cemitério</title><content type='html'>Eu, que em noites de insônia teço&lt;br /&gt;A ignota idéia que circula em minhas veias&lt;br /&gt;E construo, como as aranhas às suas teias&lt;br /&gt;Minha poesia assimétrica em verso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do vermelho do sangue ao azul do céu&lt;br /&gt;As palavras saem e a tudo descrevem&lt;br /&gt;Contudo, tampouco outros conseguem&lt;br /&gt;Das sílabas unidas tirar o véu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se mantém recôndita a idéia&lt;br /&gt;Num manto de sombra em certezas&lt;br /&gt;Ocultando sem vergonha as impurezas&lt;br /&gt;E a vil verdade sobre a matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico na espreita, a observar&lt;br /&gt;Os berros e as lágrimas nos velórios&lt;br /&gt;Que as mães vertem, por tecidos ilusórios&lt;br /&gt;Vendo a alma dos filhos germinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como que algo me apressasse&lt;br /&gt;Respiro, e de profundo sono acordo&lt;br /&gt;Levanto os olhos e uma mãe abordo&lt;br /&gt;Felicitando-a por seu filho que nasce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta vulgar não me abala&lt;br /&gt;Mas aos outros que choram, cala&lt;br /&gt;E um silêncio no recinto fala&lt;br /&gt;Como que fizessem uma cabala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim,&lt;br /&gt;Volto ao meu lugar e descanso em paz&lt;br /&gt;Como os que não descansam em vida&lt;br /&gt;Como os que não morrem jamais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-91720813322829948?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/91720813322829948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=91720813322829948' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/91720813322829948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/91720813322829948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2008/12/em-perto-um-cemitrio.html' title='Em perto a um cemitério'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-3981204002935208519</id><published>2008-12-11T20:16:00.001-08:00</published><updated>2008-12-11T20:16:16.861-08:00</updated><title type='text'>De nada</title><content type='html'>Vivemos o futuro&lt;br /&gt;E a cada segundo que se passa&lt;br /&gt;O presente passa&lt;br /&gt;E o passado se constrói&lt;br /&gt;Na lembrança, com as lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tudo, só diga adeus...&lt;br /&gt;Só diga adeus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo corre uma maratona&lt;br /&gt;Tentando sempre fazer&lt;br /&gt;O seu melhor tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os músculos descem uma montanha&lt;br /&gt;Rolando junto às pedras.&lt;br /&gt;As pedras reduzem-se ao pó&lt;br /&gt;Os músculos as imitam sem vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo vai e tudo vem...&lt;br /&gt;Tudo vai, tudo bem... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu cai em cada chuva&lt;br /&gt;E cada chuva volta ao céu&lt;br /&gt;Num processo físico invejável&lt;br /&gt;Inventado por quem não tem&lt;br /&gt;Um físico tão invejável assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso nascimento dura nove meses&lt;br /&gt;Mas eu conheci um homem&lt;br /&gt;Que nasceu por noventa anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fique sem dizer nada...&lt;br /&gt;Nunca diga nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espere, e você será branco como a folha de um papel sem nenhum rabisco.&lt;br /&gt;Nunca diga nada...&lt;br /&gt;Esconda sua expressão e mostre uma profunda repressão&lt;br /&gt;A tudo o que é diferente, [obrigado]&lt;br /&gt;De nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-3981204002935208519?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/3981204002935208519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=3981204002935208519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3981204002935208519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/3981204002935208519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2008/12/de-nada.html' title='De nada'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-7905169277396073217</id><published>2008-12-02T20:47:00.000-08:00</published><updated>2008-12-02T20:48:35.581-08:00</updated><title type='text'>Sono</title><content type='html'>O sono é uma fuga&lt;br /&gt;Sagaz e violenta.&lt;br /&gt;É a alma se libertando&lt;br /&gt;Desse pútrido cárcere:&lt;br /&gt;Cela de carne e ossos&lt;br /&gt;Prisão do pensamento&lt;br /&gt;Grilhão das possibilidades.&lt;br /&gt;O sono é onde se sonha&lt;br /&gt;Os sonhos que não são sonhos&lt;br /&gt;Para aqueles que os sonham.&lt;br /&gt;É a liberdade dos segundos.&lt;br /&gt;É a liberdade em segundos.&lt;br /&gt;Porque a liberdade está&lt;br /&gt;Em cada piscada&lt;br /&gt;Em cada cochilo&lt;br /&gt;Em cada tarde ou noite&lt;br /&gt;Frias ou quentes&lt;br /&gt;Claras ou escuras&lt;br /&gt;Em que se fecham os olhos&lt;br /&gt;E se deixa o corpo adormecer...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-7905169277396073217?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/7905169277396073217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=7905169277396073217' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/7905169277396073217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/7905169277396073217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2008/12/sono.html' title='Sono'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-1035254113444863157</id><published>2008-11-24T17:40:00.000-08:00</published><updated>2008-11-27T18:16:33.505-08:00</updated><title type='text'>Observações...</title><content type='html'>Sentado sob a sombra d’uma árvore&lt;br /&gt;Na terra, longe do mármore,&lt;br /&gt;Observo, atônito, os segredos&lt;br /&gt;Que o homem malsão guarda&lt;br /&gt;A sete chaves, e que aguarda&lt;br /&gt;Serem esquecidos nos enredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E diante dos meus olhos se prostra&lt;br /&gt;A resposta que a mim se mostra&lt;br /&gt;Sobre a mentira de realidade.&lt;br /&gt;Mas os que se julgam superiores&lt;br /&gt;Pela nefasta mecânica dos horrores&lt;br /&gt;Desconhecem o sentido da verdade.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Ao meu lado, cai uma maçã&lt;br /&gt;E lembra-me o sanguinário afã&lt;br /&gt;Das leis superiores à gravidade.&lt;br /&gt;O mundo podemos conhecer&lt;br /&gt;Apesar de nos recusarmos a entender&lt;br /&gt;A alma e sua pseudo-frialdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorando a maldade humana&lt;br /&gt;Resumo-me à condição insana&lt;br /&gt;Do Niilismo absoluto da matéria.&lt;br /&gt;E desprezo a prisão de carne e ossos&lt;br /&gt;Que me enterra em infindáveis fossos&lt;br /&gt;Ao ouvir forte, a pulsação da artéria.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Após um momento de distração&lt;br /&gt;Retorno à minha profunda abstração&lt;br /&gt;Do homem em sua medíocre vida.&lt;br /&gt;E num movimento rotineiro&lt;br /&gt;Ergue e desce a pá, o coveiro,&lt;br /&gt;Celebrando mais uma triste ida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pergunto a mim mesmo o que reserva&lt;br /&gt;O pós-morte, que em si conserva&lt;br /&gt;O maior mistério deste universo.&lt;br /&gt;E, ao lembrar que tal é meu futuro,&lt;br /&gt;Compreendo meu desejo obscuro&lt;br /&gt;De, na morte, me manter submerso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-1035254113444863157?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/1035254113444863157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=1035254113444863157' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1035254113444863157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1035254113444863157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2008/11/observaes.html' title='Observações...'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-795017421069285323</id><published>2008-11-23T17:30:00.001-08:00</published><updated>2008-11-23T17:30:23.019-08:00</updated><title type='text'>Gabriela</title><content type='html'>Encontro-te em meus sonhos, em nossos sonhos.&lt;br /&gt;Num universo constituído por apenas nós dois.&lt;br /&gt;Em volta, o amor: reinventando-se e multiplicando-se.&lt;br /&gt;Tentando inutilmente preencher nossos corações –&lt;br /&gt;Infinito onde se guardam os nossos corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mão esquerda escorrega pela tua cintura&lt;br /&gt;Enquanto a direita acaricia teus cabelos&lt;br /&gt;Tu me seguras por completo, sou todo teu,&lt;br /&gt;E a minha vida é toda tua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esqueça dos segredos e das promessas&lt;br /&gt;Dos sonhos sonhados por duas mentes&lt;br /&gt;Vividos por dois corações&lt;br /&gt;E ansiados por dois corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esqueça que te amo,&lt;br /&gt;E não esqueça teu amor por mim. &lt;br /&gt;A esperança é a última que morre?&lt;br /&gt;Pois morreremos para mantê-la viva!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-795017421069285323?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/795017421069285323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=795017421069285323' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/795017421069285323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/795017421069285323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2008/11/gabriela.html' title='Gabriela'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-4031360629301345116</id><published>2008-11-17T19:06:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T02:16:29.102-08:00</updated><title type='text'>Apreço apressado</title><content type='html'>A água que meus beiços molha&lt;br /&gt;É por outrem insanidade dita&lt;br /&gt;E essa realidade que se me antolha&lt;br /&gt;Configura-se tal como uma rinha maldita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve aos que acreditam na vida&lt;br /&gt;Pois a mim esta é, com sorte,&lt;br /&gt;Uma morte desgraçadamente parida&lt;br /&gt;Que nem assim deixa de ser morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dúvida e a descrença me apreçaram&lt;br /&gt;A agonia reinante em minh’alma&lt;br /&gt;Que se estende também por corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o preço a ser pago é elevado&lt;br /&gt;Pelo cambalacho imaculado&lt;br /&gt;Da carne em um estado torpo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-4031360629301345116?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/4031360629301345116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=4031360629301345116' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4031360629301345116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/4031360629301345116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2008/11/apreo-apressado.html' title='Apreço apressado'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-6797337018553769355</id><published>2008-11-10T13:05:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T13:06:13.418-08:00</updated><title type='text'>Cegueira</title><content type='html'>Os pés e as mãos os vermes comem&lt;br /&gt;E a carne mostra sua fragilidade.&lt;br /&gt;Sábios os que sabem ver no homem&lt;br /&gt;O esmero da imaterialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pólipo das atividades espirituais.&lt;br /&gt;A fé no desconhecido me é nutrida&lt;br /&gt;Não pelo espetáculo dos rituais&lt;br /&gt;Mas pela cura da alma tão ferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apodrecimento dos tecidos me convence&lt;br /&gt;Que a mim este corpo não pertence.&lt;br /&gt;À Terra se reserva tal endemia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida parcamente se conserva&lt;br /&gt;E a vista fatigada observa&lt;br /&gt;A consagração dessa epidemia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-6797337018553769355?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/6797337018553769355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=6797337018553769355' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6797337018553769355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6797337018553769355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2008/11/cegueira.html' title='Cegueira'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-6337794338125294835</id><published>2008-11-01T12:37:00.000-07:00</published><updated>2008-11-01T12:38:03.300-07:00</updated><title type='text'>Lembrança Natural</title><content type='html'>Sob o plenilúnio exuberante&lt;br /&gt;Recordo o passado elementar&lt;br /&gt;E com o coração ígneo do infante&lt;br /&gt;Lembro ser hora de lutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recônditos segredos da matéria&lt;br /&gt;Vive a alma insana e impura&lt;br /&gt;Sob a luz ignota da idéia&lt;br /&gt;Procura a vida, e à morte se empurra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urra na floresta meu mais elevado ancestral&lt;br /&gt;O leão ou o macaco da classe mais banal&lt;br /&gt;Que os homens julgam ser a esperança&lt;br /&gt;De uma nova e insalubre mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a carne os vermes se fartam&lt;br /&gt;Pelos homens que a si mesmos matam&lt;br /&gt;A natureza esconde e engana&lt;br /&gt;Com o telúrico ódio cultural&lt;br /&gt;A verdade sobre a condição humana:&lt;br /&gt;Do Ser igual ao animal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-6337794338125294835?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/6337794338125294835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=6337794338125294835' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6337794338125294835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6337794338125294835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2008/11/lembrana-natural.html' title='Lembrança Natural'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-6012855562939216387</id><published>2008-10-26T09:22:00.000-07:00</published><updated>2008-10-26T09:23:08.294-07:00</updated><title type='text'>Nostalgia, letargia</title><content type='html'>A pia pinga, o pinto pia&lt;br /&gt;O cachorro late, o gato mia&lt;br /&gt;Filhotes longe dos pais&lt;br /&gt;Em casa de estranhos&lt;br /&gt;E a nostalgia evoca a letargia&lt;br /&gt;Depois de noites de gritaria&lt;br /&gt;Por um amor de ironia&lt;br /&gt;Que mais tarde se esquecerá, por ninharia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-6012855562939216387?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/6012855562939216387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=6012855562939216387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6012855562939216387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/6012855562939216387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2008/10/nostalgia-letargia.html' title='Nostalgia, letargia'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-8129472477355893485</id><published>2008-10-23T20:54:00.000-07:00</published><updated>2008-10-23T20:55:16.215-07:00</updated><title type='text'>Para um amigo</title><content type='html'>É tudo verdade&lt;br /&gt;Para quem acha a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como posso eu negar a existência?&lt;br /&gt;Como posso eu negar a mim mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Covardes são aqueles que o fazem!&lt;br /&gt;Encontram na loucura e na negação&lt;br /&gt;A última porta aberta&lt;br /&gt;A última brecha visível&lt;br /&gt;Para uma fuga suicida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Auto-alegação da fraqueza!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-8129472477355893485?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/8129472477355893485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=8129472477355893485' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/8129472477355893485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/8129472477355893485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2008/10/para-um-amigo.html' title='Para um amigo'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-1950896564388299910</id><published>2008-10-13T18:47:00.000-07:00</published><updated>2008-10-13T18:49:36.900-07:00</updated><title type='text'>Aula de Português</title><content type='html'>A repartição do verbo.&lt;br /&gt;Radical&lt;br /&gt;Prefixo ou sufixo.&lt;br /&gt;A conjugação.&lt;br /&gt;Eu parto&lt;br /&gt;Tu partes&lt;br /&gt;Ele parte.&lt;br /&gt;Quem sabe?&lt;br /&gt;Talvez eu parta&lt;br /&gt;E tu não&lt;br /&gt;E talvez ele,&lt;br /&gt;Com os outros,&lt;br /&gt;Reparta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-1950896564388299910?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/1950896564388299910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=1950896564388299910' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1950896564388299910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/1950896564388299910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2008/10/aula-de-portugus.html' title='Aula de Português'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3664165586974591174.post-717427619826234201</id><published>2008-10-11T21:42:00.000-07:00</published><updated>2008-10-11T21:43:18.175-07:00</updated><title type='text'>Ah, porra...</title><content type='html'>A pior parte dos meus dias&lt;br /&gt;Está em cada manhã, ao acordar.&lt;br /&gt;Porque não existe nada pior&lt;br /&gt;Que saber que ainda tenho a tarde e a noite,&lt;br /&gt;Antes de voltar a dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3664165586974591174-717427619826234201?l=sobreminhamente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/feeds/717427619826234201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3664165586974591174&amp;postID=717427619826234201' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/717427619826234201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3664165586974591174/posts/default/717427619826234201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobreminhamente.blogspot.com/2008/10/ah-porra.html' title='Ah, porra...'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
