quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Meu vício é o Amor

Meu erro
Meu martírio
Meu pecado
O motivo pelo o qual eu sofro calado.
Gritando
Berrando
Chorando
[e amando].

Minha vida
Minha luz
Meu maior prazer
O maior motivo que eu tenho para viver.
Se eu quisesse
E não pudesse
Dizer
A alegria e a tristeza que eu sinto só de pensar
Em você.

Minha loucura
Meu delírio
E paraíso
De mentira e verdade que eu crio
De vida e de morte
De amor e de ódio
De dor e calor
No meu peito invadido
Por amor.

Meu desejo
E vontade
[ansiedade]
De ser
De estar
De ser livre e poder todo o meu amor lhe entregar.
Tornar possível o impossível
Atingir o inatingível
E esperar seu corpo cair em meus braços assistindo a lágrima do meu rosto secar.

Eu amo loucamente
Perdidamente
Da forma como eu sei
Da forma como eu posso
[amar].

E sei que não é sonho e se for um dia o farei se concretizar.

E o medo que eu sinto ao lembrar
Que sou homem e posso ser esquecido
Uma lembrança na memória a passear
E no coração apenas mais um nome escrito
[nos ouvidos apenas um ruído].

Mas o sol não pára de brilhar
E sem você não saberei andar
Posso ter a muleta
A cadeira
Ou o carro
Mas o que eu quero é a mão que em sonho eu me acostumei a segurar.

domingo, 21 de setembro de 2008

Sempre terá uma Flor em meu jardim

As lágrimas caindo, sem resistência
Molhando meu papel rabiscado
Borrando os versos escritos
Do meu mais belo poema, quase apagado.
Entrego-me à inércia das paixões
E deixo-me levar por caminhos que desconheço
E não percebo.
Sou à dor apresentado
E espero angustiado.
Pela derradeira palavra
Para que eu termine meu mais belo poema, quase apagado.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O que papai do céu esqueceu de avisar

Novamente encontro a mente
Na procura desmedida
Por uma nova mente.
Na verdade mentirosa,
Mente a mente
Novamente, mente a mente.
O poeta, seu escravo
Escreve errado
Por linhas retas:
A mente, mente
O coração, sente
O ser humano, cria
E ao mesmo tempo, mata.