sábado, 1 de novembro de 2008

Lembrança Natural

Sob o plenilúnio exuberante
Recordo o passado elementar
E com o coração ígneo do infante
Lembro ser hora de lutar.

Recônditos segredos da matéria
Vive a alma insana e impura
Sob a luz ignota da idéia
Procura a vida, e à morte se empurra.

Urra na floresta meu mais elevado ancestral
O leão ou o macaco da classe mais banal
Que os homens julgam ser a esperança
De uma nova e insalubre mudança.

Entre a carne os vermes se fartam
Pelos homens que a si mesmos matam
A natureza esconde e engana
Com o telúrico ódio cultural
A verdade sobre a condição humana:
Do Ser igual ao animal.

3 comentários:

Paulo César di Linharez disse...

Muito bem trabalhado!

Belo texto

serra, gabriela. disse...

Eu fico chocada em como tu escreve bem (=

angela disse...

Uau, tem toda uma essência! E não, não posso comenta rnada profundo, porque sou totalmente ignorante em poemas.

Mas tá muito bom!