Em todos os dias e em todas as horas de todos os dias,
Eu insisto em assassinar o amor que por ti sinto.
Assassino e enterro. Ponto! Nada mais.
Contudo, mais insistente que eu é tal amor,
Que insiste sempre em renascer.
Já perdi as contas de quantas vezes fui homicida
Já perdi as contas de quantas vezes fui covarde
E já perdi as contas de quantas vezes fui –
E sou – O teu amor e o teu amante.
Tremem-me as pernas.
Aceleram-me as batidas do[s] coração[ões].
E mesmo que eu não te tenha ao meu lado
E que não possa te segurar entre os meus braços
Eu posso sussurrar em teus ouvidos:
Eu te amo.
Eu te amo.
Eu te amo.
sábado, 27 de dezembro de 2008
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Mais um dia
Um dia eu vi
Um dia eu vi, um dia
Eu vi um dia...
Um dia eu verei mais um dia
E mais um dia será visto
E mais um dia será esquecido
Por quem não tem motivo nenhum para lembrar
Mais um dia.
Um dia eu vi, um dia
Eu vi um dia...
Um dia eu verei mais um dia
E mais um dia será visto
E mais um dia será esquecido
Por quem não tem motivo nenhum para lembrar
Mais um dia.
sábado, 20 de dezembro de 2008
Em perto a um cemitério
Eu, que em noites de insônia teço
A ignota idéia que circula em minhas veias
E construo, como as aranhas às suas teias
Minha poesia assimétrica em verso.
Do vermelho do sangue ao azul do céu
As palavras saem e a tudo descrevem
Contudo, tampouco outros conseguem
Das sílabas unidas tirar o véu.
E se mantém recôndita a idéia
Num manto de sombra em certezas
Ocultando sem vergonha as impurezas
E a vil verdade sobre a matéria.
***
Fico na espreita, a observar
Os berros e as lágrimas nos velórios
Que as mães vertem, por tecidos ilusórios
Vendo a alma dos filhos germinar.
E como que algo me apressasse
Respiro, e de profundo sono acordo
Levanto os olhos e uma mãe abordo
Felicitando-a por seu filho que nasce.
A resposta vulgar não me abala
Mas aos outros que choram, cala
E um silêncio no recinto fala
Como que fizessem uma cabala.
***
Enfim,
Volto ao meu lugar e descanso em paz
Como os que não descansam em vida
Como os que não morrem jamais.
A ignota idéia que circula em minhas veias
E construo, como as aranhas às suas teias
Minha poesia assimétrica em verso.
Do vermelho do sangue ao azul do céu
As palavras saem e a tudo descrevem
Contudo, tampouco outros conseguem
Das sílabas unidas tirar o véu.
E se mantém recôndita a idéia
Num manto de sombra em certezas
Ocultando sem vergonha as impurezas
E a vil verdade sobre a matéria.
***
Fico na espreita, a observar
Os berros e as lágrimas nos velórios
Que as mães vertem, por tecidos ilusórios
Vendo a alma dos filhos germinar.
E como que algo me apressasse
Respiro, e de profundo sono acordo
Levanto os olhos e uma mãe abordo
Felicitando-a por seu filho que nasce.
A resposta vulgar não me abala
Mas aos outros que choram, cala
E um silêncio no recinto fala
Como que fizessem uma cabala.
***
Enfim,
Volto ao meu lugar e descanso em paz
Como os que não descansam em vida
Como os que não morrem jamais.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
De nada
Vivemos o futuro
E a cada segundo que se passa
O presente passa
E o passado se constrói
Na lembrança, com as lágrimas.
Para tudo, só diga adeus...
Só diga adeus...
-
O tempo corre uma maratona
Tentando sempre fazer
O seu melhor tempo.
Os músculos descem uma montanha
Rolando junto às pedras.
As pedras reduzem-se ao pó
Os músculos as imitam sem vergonha.
Tudo vai e tudo vem...
Tudo vai, tudo bem...
O céu cai em cada chuva
E cada chuva volta ao céu
Num processo físico invejável
Inventado por quem não tem
Um físico tão invejável assim.
Nosso nascimento dura nove meses
Mas eu conheci um homem
Que nasceu por noventa anos.
Nunca fique sem dizer nada...
Nunca diga nada...
Espere, e você será branco como a folha de um papel sem nenhum rabisco.
Nunca diga nada...
Esconda sua expressão e mostre uma profunda repressão
A tudo o que é diferente, [obrigado]
De nada.
E a cada segundo que se passa
O presente passa
E o passado se constrói
Na lembrança, com as lágrimas.
Para tudo, só diga adeus...
Só diga adeus...
-
O tempo corre uma maratona
Tentando sempre fazer
O seu melhor tempo.
Os músculos descem uma montanha
Rolando junto às pedras.
As pedras reduzem-se ao pó
Os músculos as imitam sem vergonha.
Tudo vai e tudo vem...
Tudo vai, tudo bem...
O céu cai em cada chuva
E cada chuva volta ao céu
Num processo físico invejável
Inventado por quem não tem
Um físico tão invejável assim.
Nosso nascimento dura nove meses
Mas eu conheci um homem
Que nasceu por noventa anos.
Nunca fique sem dizer nada...
Nunca diga nada...
Espere, e você será branco como a folha de um papel sem nenhum rabisco.
Nunca diga nada...
Esconda sua expressão e mostre uma profunda repressão
A tudo o que é diferente, [obrigado]
De nada.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Sono
O sono é uma fuga
Sagaz e violenta.
É a alma se libertando
Desse pútrido cárcere:
Cela de carne e ossos
Prisão do pensamento
Grilhão das possibilidades.
O sono é onde se sonha
Os sonhos que não são sonhos
Para aqueles que os sonham.
É a liberdade dos segundos.
É a liberdade em segundos.
Porque a liberdade está
Em cada piscada
Em cada cochilo
Em cada tarde ou noite
Frias ou quentes
Claras ou escuras
Em que se fecham os olhos
E se deixa o corpo adormecer...
Sagaz e violenta.
É a alma se libertando
Desse pútrido cárcere:
Cela de carne e ossos
Prisão do pensamento
Grilhão das possibilidades.
O sono é onde se sonha
Os sonhos que não são sonhos
Para aqueles que os sonham.
É a liberdade dos segundos.
É a liberdade em segundos.
Porque a liberdade está
Em cada piscada
Em cada cochilo
Em cada tarde ou noite
Frias ou quentes
Claras ou escuras
Em que se fecham os olhos
E se deixa o corpo adormecer...
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