erro pelo mundo
ao meu redor
cantando entre
os surdos
ouvindo o canto
dos mudos.
a vida se revela
sempre esse
disparate
e se dissipa
em espasmos
cada vez
mais escassos.
chegará uma hora
que o corpo não
tremerá pelo frio.
chegará uma hora
que a poesia se fará
com o silêncio.
e quando a poesia
for o silêncio
do que somos...
e quando a poesia
for o silêncio
do que somos?
domingo, 26 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
caboclo
o café é preto
como a noite.
o meu, em especial,
doce como uma
despedida.
mais doce é
o mar
que se entrega
em beijos lentos
à areia da praia.
como a noite.
o meu, em especial,
doce como uma
despedida.
mais doce é
o mar
que se entrega
em beijos lentos
à areia da praia.
domingo, 5 de julho de 2009
Desfile
Cuspo
o cuspe
cuspido
o sangue
vermelho
despido
o momento
no tempo
perdido.
E a muda
e fria
calçada
me acolhe
sem
pedir
nada.
Em troca
me dá
o mundo
perdido
nos copos
sem fundo.
E a vida
morre
calada
na enchente
na
enxurrada
de rostos
e seios
compressos
nos nossos
lábios
impressos.
E os braços
não são
mais os mesmos
nem são
os mesmos
desejos.
Os sonhos
que um dia
sonhamos
perderam-se
na efígie
dos anos.
E agora
tudo
que amo
se perde
nesse
oceano
de lembranças
que já não
lembramos
de mãos
que já não
seguramos.
o cuspe
cuspido
o sangue
vermelho
despido
o momento
no tempo
perdido.
E a muda
e fria
calçada
me acolhe
sem
pedir
nada.
Em troca
me dá
o mundo
perdido
nos copos
sem fundo.
E a vida
morre
calada
na enchente
na
enxurrada
de rostos
e seios
compressos
nos nossos
lábios
impressos.
E os braços
não são
mais os mesmos
nem são
os mesmos
desejos.
Os sonhos
que um dia
sonhamos
perderam-se
na efígie
dos anos.
E agora
tudo
que amo
se perde
nesse
oceano
de lembranças
que já não
lembramos
de mãos
que já não
seguramos.
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