domingo, 25 de maio de 2008

Sem ironias, te amo mãe

A casa está em chamas!

A madeira corroída desmorona
Sobre meu ser estirado ao chão

Ao menos ela tem um motivo para estar caída...

Choro lágrimas de dor e sofrimento
E de esperança, para ser sincero
Tentando apagar de vez o incêndio
Que há muito vem destruindo minhas edificações.

E a cada parede caída
A cada lágrima perdida
A cada lembrança envenenada
Eu desabo,
Assim como desaba minha casa.

Me misturo em meio aos escombros
Torno-me madeira e concreto
Num emaranhado de sentimentos adversos
Tentando inutilmente reerguer meu lar
Quando possuo meu próprio corpo ainda no chão.

Tento silenciar a voz dentro de mim
Mas minha boca continua a falar
E o que sai dela é meu coração
Aos pedaços, como em um vomito pausado

Cuspo, cuspo, e cuspo mais
Só pra ter a boca limpa
E poder falar o que quero:

Meu coração foi a última coisa que a senhora conseguiu levar!



[solitude_]

5 comentários:

*Raíssa disse...

Nossa, que triste e depressivo! Mas mesmo assim, bonito.
Beijos

Juliana disse...

Huum...é que o barulho do coração vem de um movimento involuntário e, um corpo quase morto, querendo mostrar-se vivo faz com que os tumtuns corram goela acima e tranformam-se nas mais sinceras palavras.

So strong!

404 Not Found disse...

destroi casas, e esperanças :/

Secoelho disse...

Meu Deus, eu boiei no final.
Pedoe a minha ignorância, mas saiba que apreciei muito sua poesia.

Igor Lessa disse...

Mas que capacidade de escrever poemas fortes, em.






Olhando Pra Grama - Crônicas de um ansioso